sexta-feira, 18 de março de 2011

Holly morning


Acordo com o barulho das gaivotas como se fossem os galos aqui da "quinta".
Levanto-me e visto-me.
Olho para as horas, elas nada me dizem.


Vejo que o sol está a brilhar por entre as persianas...
A minha boca esboça um sorriso.

Como qualquer coisa, pego na minha mala e saio à rua.

O sol brilha. E como brilha...

O céu está limpíssimo, com aquele azul que só o céu sabe ter.
Azul infinito...

Reparo que o sol já vai alto...

E o meu dia só agora começou...

Fecho os olhos e fico de frente para o sol...
Assim sem mais nada quase que adormeço embalada por ele.

É uma manhã abençoada...

E
abençoada sou eu por a puder desfrutar. ^^

sábado, 5 de março de 2011

Um dia...




Entranha-se o frio por entre a pele e os ossos e é isso que me faz lembrar que ainda é inverno.

Tenho saudades de mergulhar no mar, do bem que isso me faz.

Esquece-se o frio porque a sensação de estar aqui ultrapassa qualquer coisa.

Esqueço-me que estou sozinha e já nada interessa sem ser o facto de estar aqui viva com capacidade para rir, ver, ouvir, cheirar, sentir.

Sentir...


Fujo da água como fazia quando era criança e rio ao lembrar-me disso...

Tenho os sapatos cheios de areia e apetece-me descalçar. As gaivotas voam tão serenas... as pessoas passam... E o mar, esse, murmura segredos aos meus ouvidos...

terça-feira, 1 de março de 2011

Dúvida existencial


O que fazer se o único caminho que brilha é do lado contrário àquele local onde queremos chegar?

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Apeteceu-me.

Percorremos os mesmos caminhos vezes e vezes sem conta sem nada realmente humano a ser exigido de nós. Metade da nossa vida é uma farsa e a outra metade é uma confusão. Nada é certo, tudo é irregular, aprende a viver com a irregularidade e não tentes fazer da vida um jogo com um regulamento inflexível. Porque ela deve ser feita de tudo menos de inflexibilidade.



segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Something about love...

Pensei que já tinha passado tempo suficiente e que já tinhas saído do meu sistema quando ouvi aquela música que sempre nos caracterizou, a nós e à nossa relação estranha e intensa.

Naquele momento o meu coração abrandou como se voltássemos a alguns meses atrás e tu ainda estivesses vivo na minha realidade, presente e real.

Senti a minha cabeça a latejar e fiquei com um calor imenso de repente…

O amor não desaparece. - Foi a conclusão a que cheguei. - O amor não desaparece. Apenas se esconde nas entrelinhas da vida e, ás vezes, é superado por um amor maior ou tapado por um amor igual. Ou posto de lado quando se encontra um amor menor ou mesmo quando não se encontra amor nenhum.

O amor não é certo é mesmo assim cheio de ous e cheio de dúvidas e incertezas e medos e... – Já se percebeu a ideia.

Foi a essa conclusão que cheguei.

Espero por um amor a 100%, daqueles que aparecem sem tu perceberes o que é e como foi ali parar, daqueles que transformam, enriquecem, engrandecem e completam a vida.

Não peço menos do que isso para mim.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

"Não há sonhos impossíveis."


Quando se acredita tudo ganha mais força e mais cor. O problema é quando já se deixou de acreditar...
Há vidas que acabam por ficar aquém daquilo que podiam ter sido. Os donos dessas vidas nem sempre sabem como dar a volta por cima porque em vez de olharem para o presente e para o futuro só conseguem ver o passado e são perseguidos pelas memórias, não conseguindo parar de viver por elas.


Há que escrever uma nova história, virar a página e colocar alguns pontos finais, quando não estamos bem com o que fizemos da vida e com as decisões que tomámos.
O passado não foi feito para nos martirizar, mas sim para aprendermos alguma coisa com ele e para fazermos do futuro um passado que valha a pena lembrar.

Não olhes para o passado, coloca as memórias de lado e pensa no que podes mudar AGORA para que possas ter um futuro brilhante. Acredita que ainda o podes ter, nunca é tarde porra, nunca é tarde para se ser feliz!
Não pares de acreditar na vida, ela ainda tem muito para dar. Não te fixes no que foi, fixa-te no que ainda pode ser.
O tempo somos nós que o fazemos e se achas que já perdeste muito tempo da tua vida é porque ainda não estás a aproveitar o que te resta, que se for bem aproveitado vai parecer muito mais que tudo aquilo que já passou.


Acredita e por favor não desistas de tentar ser feliz!

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Filme do desassossego

Fui ver este filme há duas semanas. Para quem não sabe é baseado no Livro do desassossego de Bernardo Soares (Fernando Pessoa) e eu simplesmente adoro o livro (ainda a ler). Portanto quando soube que tinham feito um filme sobre ele tive de ir vê-lo.

Comentários:

Gostei do misticismo (se calhar não é a melhor palavra para se usar, a magia do mistério vá) que o João Botelho colocou no filme, porque realmente o livro em si quase que obriga a isso, mas ao mesmo tempo achei que o senhor João não se preocupou nem um bocadinho em chegar à população comum. Decididamente não era um filme para qualquer pessoa, tem-se de gostar de literatura, de pensar e do abstracto da vida para se gostar deste filme. E acima de tudo é preciso ter uma mente aberta o suficiente para duvidar, interrogar e maravilhar-se com pequenas/grandes verdades que estão nas entrelinhas da vida e que Bernardo Soares retrata tão bem.
Tendo lido já alguns excertos do livro consegui acompanhar o filme mas acredito que para quem nunca tivesse lido seria complicado acompanhar aquela hora e meia de filme.

Enfim, claro que como amante deste tipo de literatura não podia ter não gostado do filme porém, achei que podia estar ainda melhor e que acabou por agarrar-se demasiado à face escura e triste da mente de Bernardo Soares em vez de agarrar as ideias que ele tem sobre as pessoas e o mundo que são simplesmente admiráveis, por rara a pessoa lembrar-se de tal coisa e por ser tão verdadeiro.

No entanto, a iniciativa foi excelente e ainda bem que alguém se lembra de pegar na arte portuguesa transformando-a e divulgando-a. Obrigada João. =)

Ah e só mais um coisa, aquela cena da ópera era, na minha opinião, completamente desnecessária. (Podia ter feito uma cena melhor com excertos do Livro) Pronto é só a minha opinião.

Carpe Diem. ^^ (apeteceu-me xD)