Antes era tudo mais fácil.
Existia uma certa liberdade... aquela que nasce connosco.
Depois vamos sendo presos ao longo do tempo e é uma merda.
Não são só as pessoas, as situações e os medos que nos prendem. Não.
É mais do que isso.
É uma pré-disposição analítica que cresce dentro de nós enquanto vamos ficando mais velhos.
O problema é que o tudo que passamos a vida a analisar não interessa para nada.Há sempre uma pequena parte que brilha na vida, mas chegar até ela parece ser sempre tão complicado...
Há algo que me diz que as prioridades deviam ser outras, que a vida certa não é esta, que não nascemos para fazer o que fazemos e para ser o que somos.
Não nascemos para isto.
No entanto, cá estamos: A dizer que sim a tudo, a fechar portas e a encostar janelas, a desviar a cara do sol, a fugir da chuva, a matar árvores e a pisar flores.
O que se passa? O que te impede de dizer que não? O que te impede de ires mais longe, de veres mais longe? De ultrapassares a barreira? De "cortares as amarras"?
O que te impede? O que te impede de fazeres a diferença? O que te impede de salvares o mundo?
O quê? Diz-me!
O que raio te impede de tomares uma atitude?!
quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
quinta-feira, 22 de novembro de 2012
Dois
Corre, ao sabor do vento,
Tu sabes porque vieste,
Eu também sei.
Vem, vem ter comigo
E beija-me a boca,
O mundo é só nosso,
Quando olhas para mim.
Corre, não me deixes fugir,
Não deixes que a multidão me leve,
Agarra-me com força.
A diferença está em nós,
Amor.
É ele que transforma o mundo.
Amor.
AR
Alma de poeta
Penso em ti com carinho,
Todo o passado são momentos felizes.
A satisfação que me deste pela minha existência,
É maior do que a insatisfação de uma existência a dois.
Não tenho medo, nem receio,
De um futuro cheio de insatisfações,
É uma lição, são lições,
Que eu não quero jamais perder.
Vou chegar ao fim com um sorriso,
E uma resposta sempre pronta,
Vou ser a coisa mais pura que jamais encontrarás.
Ar passa por mim e preenche-me,
Cada poro de cada parte da minha alma.
Ar vem dar- me o combustível que preciso,
Vem ser o meu motor e o meu coração,
Vem ser tudo,
quando o resto parece
tão pouco.
AR
sexta-feira, 9 de novembro de 2012
“O grupo, o sistema é que cria o mal. Vivemos rodeados de
influentes agentes do mal, cujo trabalho é convencer-nos a fazer coisas por
dinheiro. Os privilegiados não fazem coisas que não querem fazer por dinheiro,
mas os pobres não têm escolha. E essas coisas são vender drogas, vender o
corpo, roubar, entrar num gangue, num culto e, nos casos mais extremos,
tornar-se num bombista suicida.”
“A maior parte do mal não é perpetrado por indivíduos,
mas pelos sistemas, pelos governos. Quando as pessoas estão organizadas num
sistema, é aí que o mal é pior.”
quarta-feira, 10 de outubro de 2012
Tenho problemas. Penso que é a primeira coisa que se deve
admitir. Que não somos imunes a nada e que o nosso coração não é feito de pedra
como toda a gente pensa. É preciso dizer também que amar é essencial e que o
desamor existe e amar não é fácil. Nunca foi e nunca será. Pelo menos não a
toda a hora, constantemente, em todas as ocasiões. Amar é um trabalho a dois, em
que têm de ser dois a querer e a querer bastante. Amar sozinho não faz sentido,
é um caminho sem saída. Portanto, um problema que temos é muitas vezes acabarmos
a amar sozinhos. Amar seja o que for. Porque tudo e todos podem ser amados. E como
caminho sem saída batemos num muro e só temos uma alternativa: andar para trás.
Repensar os passos, escolher outro caminho. Talvez escolher também outra
maneira de estar, de reagir, de ser, uma nova maneira de pensar, de escolher… uma nova maneira de amar.
domingo, 7 de outubro de 2012
Não interessa de onde as pessoas vêm, não interessa os amigos que têm nem o dinheiro que possuem. Não interessa se são do Norte ou do Sul ou ali do centro, se falam de uma maneira esquisita ou se têm tiques estranhos. Nada disso interessa. Não interessa a cor do que trazem vestido, nem o que trazem vestido. Nem mesmo a cor da própria pele. Os seus gostos são um aparte, os seus hobbies um extra, os seus interesses um complemento. Muito sinceramente a única coisa que interessa é a essência. A essência da pessoa que pode ou não criar um vínculo com a nossa.
Quando cria já nada mais interessa.
Quando cria já nada mais interessa.
sábado, 7 de julho de 2012
Racionalidade de um sentido perdido
Estou a tremer, reparo que estou a
tremer.
Tento perceber o porquê.
Não me apetece pensar.
Apetece-me sentir.
Ódio.
Remorsos.
Tristeza.
Arrependimento?
Suspiro fundo, expiro o ar que
está cá dentro e que já me começa a asfixiar.
Tento perceber quando é que tudo
começou, e nem sei o que quero dizer com tudo.
Respiro mais uma vez como se fosse
a última vez que o pudesse fazer...e outra, e outra, e de todas as vezes parece
que o ar ganha cada vez mais sentido. Como se respirar fosse o meu grande
prazer, o meu único prazer.
Acompanho a música com o meu respirar.
Acompanho cada compasso e disperso-me de todos os outros pensamentos...
Volta aquele compasso mais
acelerado e de repente engulo em seco...A tristeza volta em grandes
pedaços concentrados.
Vai
passar, vai passar – digo para mim mesma.
E já passou.
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