sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

"Não há sonhos impossíveis."


Quando se acredita tudo ganha mais força e mais cor. O problema é quando já se deixou de acreditar...
Há vidas que acabam por ficar aquém daquilo que podiam ter sido. Os donos dessas vidas nem sempre sabem como dar a volta por cima porque em vez de olharem para o presente e para o futuro só conseguem ver o passado e são perseguidos pelas memórias, não conseguindo parar de viver por elas.


Há que escrever uma nova história, virar a página e colocar alguns pontos finais, quando não estamos bem com o que fizemos da vida e com as decisões que tomámos.
O passado não foi feito para nos martirizar, mas sim para aprendermos alguma coisa com ele e para fazermos do futuro um passado que valha a pena lembrar.

Não olhes para o passado, coloca as memórias de lado e pensa no que podes mudar AGORA para que possas ter um futuro brilhante. Acredita que ainda o podes ter, nunca é tarde porra, nunca é tarde para se ser feliz!
Não pares de acreditar na vida, ela ainda tem muito para dar. Não te fixes no que foi, fixa-te no que ainda pode ser.
O tempo somos nós que o fazemos e se achas que já perdeste muito tempo da tua vida é porque ainda não estás a aproveitar o que te resta, que se for bem aproveitado vai parecer muito mais que tudo aquilo que já passou.


Acredita e por favor não desistas de tentar ser feliz!

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Filme do desassossego

Fui ver este filme há duas semanas. Para quem não sabe é baseado no Livro do desassossego de Bernardo Soares (Fernando Pessoa) e eu simplesmente adoro o livro (ainda a ler). Portanto quando soube que tinham feito um filme sobre ele tive de ir vê-lo.

Comentários:

Gostei do misticismo (se calhar não é a melhor palavra para se usar, a magia do mistério vá) que o João Botelho colocou no filme, porque realmente o livro em si quase que obriga a isso, mas ao mesmo tempo achei que o senhor João não se preocupou nem um bocadinho em chegar à população comum. Decididamente não era um filme para qualquer pessoa, tem-se de gostar de literatura, de pensar e do abstracto da vida para se gostar deste filme. E acima de tudo é preciso ter uma mente aberta o suficiente para duvidar, interrogar e maravilhar-se com pequenas/grandes verdades que estão nas entrelinhas da vida e que Bernardo Soares retrata tão bem.
Tendo lido já alguns excertos do livro consegui acompanhar o filme mas acredito que para quem nunca tivesse lido seria complicado acompanhar aquela hora e meia de filme.

Enfim, claro que como amante deste tipo de literatura não podia ter não gostado do filme porém, achei que podia estar ainda melhor e que acabou por agarrar-se demasiado à face escura e triste da mente de Bernardo Soares em vez de agarrar as ideias que ele tem sobre as pessoas e o mundo que são simplesmente admiráveis, por rara a pessoa lembrar-se de tal coisa e por ser tão verdadeiro.

No entanto, a iniciativa foi excelente e ainda bem que alguém se lembra de pegar na arte portuguesa transformando-a e divulgando-a. Obrigada João. =)

Ah e só mais um coisa, aquela cena da ópera era, na minha opinião, completamente desnecessária. (Podia ter feito uma cena melhor com excertos do Livro) Pronto é só a minha opinião.

Carpe Diem. ^^ (apeteceu-me xD)

sábado, 15 de janeiro de 2011

Fingimento comum

Vieste com indirectas para cima de mim, talvez pensando que eu não te iria compreender. Mas sabes, não sou assim tão idiota como imaginas. Percebi sim, apesar de não to ter dito, percebi onde querias chegar com aquela conversa.

Mais valia não ter percebido… O que tu disseste não me fez sentir melhor, fez-me sentir pior. Fez-me sentir na lama.

Pelo menos é uma sensação que tenho apenas por alguns segundos, pelo menos isso. De seguida volta o vazio, voltam as nuvens e o ar, volta o vento e o abstracto. Volta o nada que é o meu tudo, e com isso eu sei lidar. Com isso pelo menos sei lidar e sobrevivo. E o que sinto é a pureza das almas.

A agitação que sinto quando leio estas indirectas vindas de ti ou de qualquer outro ser como tu, fazem-me sentir, simultaneamente, excitada e enojada. Por um lado eu compreendo (e realmente sinto) e gostava de poder dizer essas mesmas palavras, indirectamente, a ti. Por outro, não as digo porque soariam a falso e enojar-me-iam logo de seguida.

Por vezes, penso que o meu mal é esse, é não saber mentir e não saber fingir como toda a gente faz.

domingo, 9 de janeiro de 2011

O que sei sobre os homens


Eu sei que os homens são seres humanos tal como as mulheres. Sei também que cada um é diferente de cada qual, assim como as mulheres. As diferenças não são gerais, o que distingue o Zé da Carla é totalmente o oposto que distingue a Joana do António.
Há homens que são, interiormente, muito parecidos com as mulheres e vice-versa. Logo não faz muito sentido falar de um género como se fossem um só.

Contudo todos nós sabemos que existem algumas semelhanças entre pessoas do mesmo sexo que se destacam.
Escrevendo então no geral, eu gosto de algumas características que a maior parte dos homens têm e que parece não estar nos genes da maior parte das mulheres.
Gosto da calma que transmitem, da segurança, da certeza que pensam ter das coisas. (No entanto o mais provável é acabar por ficar com um que seja o oposto disto.) Também há características que detesto, o não gostarem de perder e não aceitarem que são maus em algumas coisas. Não gosto desse tipo de homens, que desejam ser perfeitos, que têm a mania que são superiores. É uma característica que detesto nas pessoas em geral - acharem-se mais do que são.(No entanto também é provável que dê a oportunidade, a um que seja assim, de mudar.)

Existem tantos homens diferentes que acho um ultraje compara-los uns aos outros. Se comparo ofendo, se ofendo é porque acho que esse alguém não tem realmente nada que o distinga da maior parte, e isso é grave.
Tive a sorte ao longo da minha vida de conhecer homens fantásticos, muitos deles ainda se olham como adolescentes ou rapazes mas tenho a certeza que no futuro serão óptimas pessoas, porque já o são. Porém, também conheci mulheres fantásticas que ainda hoje fazem parte da minha vida.
Uma diferença entre relações com um sexo ou com o outro, é que é mais fácil ficar amiga para a vida de uma mulher do que ficar amiga de um homem. Pela simples razão que por vezes, a atracção, o amor, o ciúme, metem-se no caminho. É mais complicado ver um homem só como amigo... Mas é possível e eu já tive provas disso.

Voltando ao tópico principal:
Sei que os homens têm mais medo que as mulheres, só que elas exteriorizam o medo e eles não. Sei que, geralmente, elas são mais fortes psicologicamente que eles. E eles são, geralmente, mais fortes fisicamente, o que é um contraste engraçado. Sei que nós ligamos demasiado aos sentimentos e eles demasiado aos factos, as mulheres são muito abstractas e eles são muito concretos. Não gosto nem de uma coisa nem de outra, gosto da mistura das duas. Sei também que os homens são menos obsessivos e ligam menos aos pormenores que elas. (Thank God!)
Não concordo quando dizem que os homens são menos complexos que as mulheres, eu pessoalmente já conheci homens que tinham um labirinto na cabeça e conheço mulheres que são tão simples e transparentes que é óptimo puder conviver com elas.

Adoro a personalidade de alguns homens, assim como detesto a de outros, tal e qual o que sinto com as mulheres.
Para mim a principal diferença que há entre ambos, é que de um homem posso sentir-me atraída, pela aparência, pela maturidade, pela inteligência, pelas mulheres não consigo.
Com os homens há sempre a ideia inicial de que pode ser algo mais no futuro, com as mulheres não há tanta vontade de conhecer e de aprofundar, a não ser que prove ser uma pessoa excepcional logo de inicio.

Podia estar aqui tempos e tempos a escrever sobre o que penso que sei sobre os homens e sobre as mulheres, acho que há sempre mais alguma coisa a dizer e há sempre algo que vale a pena contar e partilhar.


Para finalizar, então: Sei que os homens (maior parte) são uns tontos que nunca deixam a criança deles morrer, infelizmente, as mulheres têm mais dificuldade em ser assim. Sei que as mulheres dão demasiada importância a tudo (sei o quanto isso é irritante). Gosto dos homens e das mulheres que não são assim, que só dão importância às coisas que realmente importam.
Sei que os homens(os bons) trazem um sossego e um "je ne se quoi" ao mundo que sem eles não existia, sei que os amo por isso. E, também, por isso tento sempre ser um pouco como eles e nunca desisto de tentar compreende-los e gosto de dar-lhes oportunidades para que me compreendam a mim.

Imitando uma secção da revista
Pública

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

"Assim organizar a nossa vida que ela seja para os outros um mistério, que quem melhor nos conheça, apenas nos desconheça de mais perto que os outros. Eu assim talhei a minha vida, quase que sem pensar nisso, mas tanta arte instintiva pus em fazê-lo que para mim próprio me tornei uma não de todo clara e nítida individualidade minha."

Bernardo Soares

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

As vozes que o chão me diz

“Na presença de um som prefiro-me calado porque um som pode significar muito

Muita coisa

Muito mesmo

Muito

Mesmo tudo

Ouve

Estás a ouvir?

Então ouve agora com atenção

Estás a ouvir com atenção?

Pois bem então imagina este som e faz de conta na semelhança de acreditar que é uma voz

Uma que está quase na esperança que a ouças

Atenta mais

Atenta melhor

Ouve nas entrelinhas de quem encosta o ouvido ao chão para ouvir ao longe o bater do coração da cavalgada da infantaria

És o índio

Tu és o índio que vai perceber antes os anseios dos depois que estão para falar

Ou dos antes que diziam mas que emudeceram porque não estavas com os tímpanos no cimento da pradaria

O teu papel é este

Passar a limpo o que dizem e falar disso aos que levam os tímpanos encostados ao ar porque acham que o peito da terra está sujo

O pó que se levanta agacha-te

Faz-te deitar aproximando de ti o planeta que nesse momento faz o único amigo

Encostas o que ouves ao que te dizem

Deixas que as lamúrias te usem primeiro os circuitos da orelha para depois os perceberes pelo julgamento do ouvido

E entendes tudo como quem escuta sem acenar a cabeça por estar colada a um chão quente em que te afundas

O cimento seco engole-te como o fresco e nadas pelo manto até ao centro

E no centro encontras todas as vontades que estão por cumprir

Ouves as vontades

Apontas num caderno à prova de chão e voltas à tona mais dura

Quando emerges contas aos milhões o que é que o planeta e todas as vozes que foram e que vão ser te disseram

Ninguém te dá ouvidos mas tu não fazes caso

Pegas no caderno à prova de chão e passas tudo a limpo para um caderno à prova de gente

E depois fotocopias o caderno à prova de gente e dás a todos os homens e mulheres

E todos os homens e mulheres tentam destruir o caderno

Mas não conseguem porque o caderno é á prova de gente passa a prova

E então todos passam a viver com o caderno colado na bolsa a tira a colo que levam quando estão nus

E as vozes que ouviste debaixo da terra estão agora debaixo da pele de todos

E agora podemos encostar-te ao peito uns dos outros para ouvir o que todos querem

E todos querem o mesmo

A mesma coisa

O que todos querem é isto

Então, como te correu o dia?

Tens frio?

Queres um beijinho?

Estás zangado?

Não estejas

Amanhã vai ser melhor

Acho que estás com febre

Queres que te faça um chá ou que vá à farmácia?

Fica-te bem o casaco, compraste onde?

Ainda bem que vieste

Estava mesmo a precisar de falar com alguém e só podias ser tu?

Queres ir lá a casa passar uns dias nas férias? Podíamos pescar

Podes ficar com ela não me faz falta

Estás com medo de quê? Porquê? Não tenhas dá um abraço pronto já passou

Pronto já passou

Perceberam perceberam?

Agora já não é um exemplo das coisas que se ouvem agora estou mesmo a falar

Perceberam?

É isto que se ouve

É isto que se quer

O que se quer

O que todos nós queremos é um bocadinho de atenção uma palavra

Ou duas

Ou três

Ou quatro

Ou sempre

Ou todas

Ou aquela que queremos ouvir

Ou a que precisamos de ouvir

O que nós queremos ouvir é que esteja alguém a ouvir

E quando não houver remédio

Quando a dor é maior que a vida e não há nada a fazer o que todos nós queremos é

Pronto já passou

Pronto já passou

Pronto já passou”

João Negreiros, pela última vez. Amei o livro “a verdade dói e pode estar errada” e foi por tantos dos textos dele me tocarem que os pôs aqui. Hei-de ir à procura de outros livros deste autor…

Indignação

Estava para aqui a pensar na parvoíce que é a vida...

Tenho presente na minha memória alguns conceitos que a bíblia defende, do tipo: Quem faz o mal vai para o inferno, quem faz o bem vai para o paraíso. Oh como era bom que isto fosse mesmo assim.

Pressinto que há muita gente neste mundo que não merecia morrer tão cedo, aliás de tão puramente humanas não deviam morrer de todo. Havendo outras que vivem demasiados anos só estando cá a chatear e a destruir o que de bom existe.

Não acredito nem no paraíso nem no inferno e por isso isto só me leva à indignação.
Qual é o prémio para aqueles que passam toda a sua vida a fazer o bem e a espalhar esperança e felicidade por onde passam?!
Eles não quereriam um prémio, este tipo de pessoas são superiores a isso, dão sem querer nada em troca.

Só fico indignada quando vejo injustiças. E o pior é que toda a gente sabe que o são mas ninguém fala delas. Toda a gente sabe que os bons raramente ganham algo por serem bons, enquanto os que procuram sucesso e poder são os que mais ganham prémios neste mundo.

Sei que há muitas pessoas a lutar contra o sistema e a favor da justiça, da sinceridade, da honestidade, da felicidade e da simplicidade. Muita gente mesmo que é abafada e posta de lado, que actua na sombra e que pouco ganha com a luta contínua.
E é a essas pessoas que dedico este post e agradeço por existirem e bato palmas em silêncio com vontade de um dia arranjar forças para ser como elas.

Nem que tenha que morrer mais cedo, (que é o que parece acontecer a muito boas pessoas) pelo menos morreria sabendo que tinha dado o melhor de mim.
Penso que não há maneira melhor de se morrer e espero que todas aquelas óptimas pessoas que morrem de cancro, ou de outra coisa qualquer, tenham isso em mente, que saibam que deixaram cá admiradores e que inspiraram muita gente só por existirem.


Digo isto como se estas pessoas, já mortas, pudessem ler estas palavras, como se pudessem sentir a minha energia. Não podem, e é essa uma das razões porque continuo indignada...