sábado, 28 de abril de 2012

This is it.

Não te afundes na desilusão que, por vezes, te consome. Relativiza tudo. Não dês importância aquilo que não a tem. Foge da complexidade, esquece o emaranhamento em que a humanidade vive. Embarca no barco da calma, naquele que te vai levar a bom porto. Acredita que há costas melhores que esta. Não desistas de as tentar encontrar. Esquece tudo aquilo que te fez chorar por dentro, não odeies, não fiques amargo, não ofendas. Sorri e acena, sorri, acena, vai-te embora e procura melhor. Procura sempre melhor! És tu que importas, és tu o barco, és tu a costa, és tu que vais mudar tudo! És tu o brilho! És tu a vida! O resto? Que se foda!

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Inacreditável...



É engraçado como em vocês encontrei tudo aquilo que gostava que o mundo fosse. Não estou a dizer que eram perfeitos mas todos juntos éramos um tipo de perfeição que eu pensava que já se encontrava perdida. Não me canso de falar sobre vocês, com vocês, de escrever sobre o tempo maravilhoso que tivemos juntos. Não me canso porque se há coisas com valor nesta vida essas coisas são, essencialmente: o espírito de equipa e a alegria de viver que demonstramos ter.
 Sinto que está tudo morto sem nós, que é difícil encontrar a luz neste mundo de gente sem cor que há muito se esqueceu o que é viver no sentido mais puro da palavra.
A nossa essência é maravilhosamente límpida e por mais obstáculos que encontremos no caminho, por mais que seja impossível conviver com certas pessoas, por mais difícil que seja ver a luz ao fundo do túnel, há sempre uma coisa que nos dá esperança: as memórias que ficaram da semana que tivemos juntos! Isso e o saber que o estarmos todos juntos outra vez é possível e que há vontade por parte de todos, muita vontade!

segunda-feira, 26 de março de 2012

"Não desistir"




"E é assim que penso, um dia de cada vez, qualquer que seja a circunstância, mesmo que o karma me dê uma chapada na cara, mesmo que o Universo me dê um pontapé no cú: não vou desistir.

Porque se desistir o pior que pode acontecer é morrer por dentro e viver num sonambulismo permanente. E isso não é viver. Se é pra viver é para fazê-lo como deve ser."

quinta-feira, 22 de março de 2012

Talvez não.

Tremia por todos os lados, estava frio no exterior mas sabia que não era só isso, sabia que tinha que decidir algo importante, um rumo, e decisões importantes deixavam-me a tremer de nervosismo. Tinha medo de tomar a decisão errada, tinha medo de me decidir oura vez pelo contrário, tinha medo de chorar mais uma vez, o vazio que eu já estava cansada de tentar gerir... Não queria decidir, queria deixar tudo assim, sem ter que dizer nada. Talvez a decisão viesse daí, talvez se eu não pensar, se nada disser, talvez tudo se componha, talvez consiga superar isto, talvez...
Alguém que me diga porquê é que confiamos sempre em pessoas que têm a palavra Idiota escrito na testa?
E como, alguém que me diga como, é que a palavra decepção nunca acaba?

quinta-feira, 15 de março de 2012

Não percas o contacto.


Quem não anda a pé não reconhece tão rapidamente o valor dos sítios e das pessoas. E perde muita coisa, perde uma vida mais preenchida e um melhor entendimento do que é a sociedade e o mundo na sua pureza nua e crua. Perde o calor de ver os outros viver, perde a experiência de reconhecer que o mundo continuaria sem nós, que não somos nada. Perde o contacto com uma toda existência alheia. 
Existe tanta coisa tão bela neste mundo que nos deixaria mais em paz se andássemos mais a pé. Para aprender que a vida é bela se a abraçarmos com humildade, humildade que deveria estar sempre incrustada em nós. O mundo continua e é belo, com todas as suas coisas menos boas. É belo e eu sei porquê, porque hoje andei a pé no centro da cidade, e vi o que poucos vêem e apreciam.
 Parar para ver e apreciar, é preciso parar para ver e apreciar.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Mundo belo, cegueira humana


Existe uma beleza neste mundo que me ultrapassa e ao pé dela sinto-me pequena e inútil. 
Quero tocar nela, chegar até ela, infiltrar-me no seu conteúdo e forma. 
A beleza da natureza deixa-me emocionada e com a alma encharcada de um qualquer sentimento que não sei bem explicar qual é. 
Não consigo perceber como é que nós, humanos, nos transformamos neste tipo de robot que se levanta, come, e faz a sua rotina todos os dias igual sem apreciar a beleza que o mundo tem nas suas principais bases:  
o maravilhoso sol, o grandioso mar, a fantástica lua, o incrível pasto verde com os seus magníficos animais, o adorável vento, os pássaros a voar, os peixes a nadar, as formigas a trabalhar...
Os próprios sons da natureza são inexplicavelmente transcendentes, as palavras serenidade e paz são pouco para os descrever.
E nós, míseros humanos, não sabemos apreciar nada disto preferindo ficar enfiados em quatro paredes a olhar para uma máquina desprovida de vida. 
Já são poucos os que procuram sentir o mundo a pulsar sangue e que conseguem transformar-se a cada segundo que passa.

É um privilégio puder sentir o mundo, é um privilégio estar aqui, agora. 
E por ser um privilégio, uma prenda da vida, tenho vontade de derramar lágrimas não só dos olhos mas do coração.
Por ser tudo tão belo e ter-me sido dada a capacidade de ver, ouvir e sentir sinto-me abismalmente privilegiada.  

Estamos tão cegos, esta raça anda tão cega que já não sabe viver nem transformar-se a si própria a cada segundo que passa. 
Deixámos de ser um pedaço da natureza.
  E isto é o que mais me entristece e choca deixando-me com um sentimento de frustração que, por momentos, me devora inteira:  
mente, corpo e espírito.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

*.*

"expectativas desmoronadas e dilaceradas por olhos que não chegaram a abrir, corações que se fecharam a si mesmos, que negaram todas as palavras do Mundo, por acharem que só e para sempre pertenciam a um e a uma. mostrando que vão aguentar, que conseguem chegar ao fundo do túnel, caem. as forças são mortas pelo sentimento peculiar que acarreta um conjunto de acções manifestadas inconscientemente. todos os sons provenientes dessa sensação de mau-estar, de fraqueza e choro se multiplicam até chegarem ao seu próprio auge e serem obrigadas a mostrar-se ao mundo, a abrir a porta escura que as escondia, a derreter qualquer chão que as apoiasse e, finalmente, a aprenderem a aceitar dois lados. o coração é obrigado a criar prateleiras dentro de si, a construir compartimentos bem delimitados, obrigação essa que esmaga sentimentos e queima recordações." in como uma apóstrofe.