terça-feira, 11 de novembro de 2014

 Someday you will find happiness... Someday somebody will love you so much that will make you believe again that life is not only about a sad ending, it can end with a happily ever after. It can but we cannot stop believing. And yes sometimes we are going to believe in the wrong people and things...

 How can I feel better if I know that I broke you heart in one million pieces? There is nothing that I can do or say that will make everything better and that fact kills me inside everyday every time I think about you...
There is no words to express how much I wished that it was me suffering instead of you...

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

O Valor da Vida

Apeteceu-me fugir.  Fugir é uma das coisas que faço melhor.
Comecei a pensar para onde é que ia e decidi-me por uma parte da costa que ainda não conhecia. Peguei na minha scooter cor-de-rosa e sem saber o caminho exacto meti-me à estrada.
 Sorria enquanto conduzia,  fugir para o desconhecido sempre me deu prazer.
Voltar é me tantas vezes doloroso.
 Comecei por entrar em todas as vilas costeiras que ainda não conhecia.  Porém,  era mais do mesmo.
Depois de passar por algumas vilas comuns, descobri as praias mais escondidas onde à volta só se via montanhas, árvores,  rios, espaços naturais com pouca acção humana. Tendo apenas ruínas,  muitas ruínas.
Portugal é um país perdido no tempo com pessoas perdidas na vida. Nunca sabemos bem quem somos ou o que queremos. Temos dificuldade em afirmarmo-nos como Povo, preferimos misturarmo-nos com outras pátrias e tornarmo-nos invisíveis.  Podendo isso ser um aspecto negativo nosso, também tem o seu lado positivo. Eu adoro ruínas.

Após muita diversão a subir e descer os montes com a minha bela scooter, parei numa praia que se encontrava no meio de dois montes. Para que se tornasse mais acessível tinham construído uma estrada e um parque de estacionamento. De resto era uma praia no meio de pura natureza.
A primeira coisa que reparo é nas duas casas semi-destruídas que deixaram à entrada da praia, sorrio e fico feliz ao pensar que no passado viviam ali pessoas, que abriam a porta e estavam a 3 metros da praia. Pensei que as pessoas deviam ter sido felizes.
 Olho à volta, sorrio mais uma vez por haver pouca gente na praia e estendo a toalha.
Deixei passar umas horas e decidi voltar à estrada. Ter uma scooter no verão é melhor do que ter um carro.
Entre subidas e descidas e mais vilazinhas costeiras encontrei uma Vila mais natural, com menos casas. Segui a placa que indicava: Praia da Figueira. Uma estrada minorca no meio de uma paisagem cheia de contrastes era o caminho para esta praia. Mais ruínas e uma casa antiga que parecia ter vindo de outro país era o que se encontrava na entrada desta estrada.
 No final da dita cuja cheguei a um local onde estavam alguns carros estacionados e havia um sinal a indicar que a partir dali só podiam passar peões e bicicletas.  Olhei para a minha adorada scooter e pensei: Isto é quase uma bicicleta. E lá fui.
Até ao ponto em que o caminho tornava-se demasiado estreito e cheio de pedras para o meu veículo poder passar. Estacionei e comecei a andar.
A paisagem à minha volta era maravilhosa; montanhas e verde e verde e montanhas... Quando vislumbrei o areal sorri instantaneamente. Tinha um lagozinho no início da praia; um paraíso escondido.
Olhei para o mar e havia ondas! Que saudades que eu tinha das ondas. Esta praia, ao contrário da outra, não tinha tantas pedras no mar o que me deixou contente.
Não conseguia estar parada portanto comecei a andar. Vi que havia outra praia depois de algumas rochas e quis ir ver como era.
À primeira vista era na verdade só mais uma praia, dei mais um mergulho, vi umas pessoas nuas, olhei para o fim daquela praia e pareceu-me que havia outra depois de mais algumas rochas, lá fui eu. Entrei no mar e como a maré estava relativamente baixa e o mar ficava-me só um pouco acima da cintura continuei a andar.
 Após uns bons minutos apercebi-me que a praia seguinte não estava propriamente perto. Olhei para trás e pensei: Bem agora já estou aqui. E continuei.
 Quando cheguei à última praia não se via nem uma única pessoa. Por momentos tive uma sensação de solidão a percorrer o meu espírito mas quando me virei para o mar imenso qualquer sensação negativa que tinha desapareceu.
Cheguei ao fim daquela praia e vi um pedaço de areia intacto, senti-me logo inspirada: "Tenho em mim todos os sonhos do mundo" O Fernando Pessoa havia de gostar. Alguém há-de gostar.
Voltei para trás.  Olhei para o mar outra vez e fiquei parva como ainda não tinha reparado que estavam a saltar peixes por todo o lado. As ondas que tinham a água cristalina eram as mais lindas de sempre em que se via os peixes nelas como um oceanário que tem tudo de oceano e nada de aquário.  A partir daí não consegui parar de sorrir.
 É lindo ver os peixes e as pessoas a coabitarem no mesmo espaço em harmonia.
Ainda meio parva com este fenómeno que é natural mas já tão raro de ver voltei para a minha toalha, sentei-me olhei em volta e lembrei-me: "Tenho em mim todos os sonhos do mundo." :)

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Formigas

É engraçado como somos um ser completamente fucked up do sistema.

Eu rio-me porque não vale a pena andarmos com traumas, stresses e picuinhices. Não vale a pena porque as pessoas são o que são e nós ou as aceitamos ou metemos à borda do prato. Não vale a pena andarmos com juízos de valor nem a pensar no que é politicamente correcto.
A vida dos outros será sempre a vida dos outros e nós só temos de ver o que queremos para à nossa e seguir em frente com um sorriso na cara. Se os outros quiserem estragar a vida deles ou torna-la um ninho de cucos é opção deles, nós fazemos a nossa, sendo que só somos engulidos por tudo isto se nao tivermos força suficiente para dizer "Não" e tendo a força suficiente para ir na direcção oposta ao resto da multidão. O que não sendo fácil acaba por acontecer pouco tornando-nos seres previsivelmente fracos.

Por mais que queiramos ser superiores somos tantas vezes formigas. Uns atrás dos outros, fazendo o que os outros fazem, sendo o que os outros são. Só mais uma formiga, só mais uma pessoa, ninguém. Somos tantas vezes ninguém que assusta.

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Teorias da Razão (o essencial)

Mas quantas vezes é que o conforto é viver uma vida monótona? 

Sentimentos e emoções que deveriam ser o que comanda a vida.

Como se fossemos um género de espécie sagrada mais valiosa que a própria natureza. Que a própria natureza...

a partilha.

O resto são pormenores. 

confundimos tudo

E por racionalizarmos tudo é que não percebemos muita coisa.

 
 
um daqueles abraços onde cabia o mundo

o suficiente.   

=´) 

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Change is a law

If you don’t get what you want, you suffer; if you get what you don’t want, you suffer; even when you get exactly what you want, you still suffer because you can’t hold on to it forever. Your mind is your predicament. It wants to be free of change. Free of pain, free of the obligations of life and death. But change is a law, and no amount of pretending will alter that reality.”
— Dan Milman



segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Last day, last what?

Último dia do ano, último dia, último, último?
Fomos nós que inventámos o calendário, portanto o último dia é quando quisermos. Por mim pode ser o último dia todos os dias para que arranjemos força todos os dias para sermos tudo aquilo que dizemos todos os anos que queremos ser.
Força e coragem e iniciativa. Tudo aquilo que desejamos todos os anos no último dia do ano ou no primeiro. A felicidade do agora, o concretizar os sonhos já. Aquilo que, por vezes, demoramos um ano inteiro à procura e tantas essas vezes que chegamos ao fim do ano a dizer que para o ano é que é, para o ano é que é, para o ano, para quando?

 Amanhã morremos todos. Bora fazer hoje aquilo que sempre quisemos! E escolher a partir de hoje tudo que realmente queremos escolher, lutar por aquilo que nos faz sentido, pois amanhã vamos todos morrer e nem todos acreditamos na vida depois da morte.

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Uma vida inteira...e o Agora


   No fundo sempre fui estranha pois sempre fui tudo. Já sabia disso. O sentido não entra em mim, o concreto entra e sai, a estabilidade está zangada comigo porque eu não sei lidar com ela.
Pessoas que não consigo mais enquadrar na minha vida, situações que já não entendo o que foram, conceitos que duvido que alguma vez foram esclarecidos na minha mente, lágrimas que não saem porque não encontram justificação para o fazer, sorrisos que saem porque não sabem outra maneira de ser...
Um futuro incerto cheio de possibilidades, uma época que nunca fez sentido...
Um Inverno que demorou a chegar mas chegou e ainda bem que chegou. 

Nunca sabemos muito bem qual é a melhor opção, não podemos experimentar todas para ver qual é a melhor, pois a meio do caminho perdemos sempre outras hipóteses.
 Escolhemos algo e somos felizes, então e quem nos jura que não podíamos ter sido mais se tivéssemos optado por outro caminho?!

Isto tudo porque hoje é Natal. E hoje fui feliz por um momento. Sabem qual foi? No momento em que me criaram pela primeira vez na minha, ainda, curta vida um email profissional. Meu. Com o meu nome. Ainda estou feliz, por tudo o que isso representa. 
Apesar de um pouco assustada também. Porém, acima de tudo feliz. 

É tudo absurdo em mim. No entanto, não deixo de amar a minha absurdidade.

Queria e quero vos agradecer. Ao mesmo tempo que tento olhar para mim e perceber o porquê. Valorização?

Tenho sensações que me baralham...Tento viver um dia de cada vez mas não sei não olhar para o futuro...

Gostava que tudo fizesse um pouco mais de sentido para poder tomar uma decisão. 
No entanto sei que o que for será, o tempo encarregar-se-à de me mostrar o caminho. 
A paciência que escassa em mim tem de prevalecer até se fazer luz dentro de mim e com um passo confiante dizer: - É isto! Por enquanto.