terça-feira, 24 de agosto de 2010

Apetece-me enriquecer o meu vocabulário e para isso vou começar por escrever posts que tenham uma ou mais palavras do dicionário que são pouco utilizadas/conhecidas. E vou tentar utilizar essas palavras nos meus textos. Começo já por estas duas:

Desmistificar: denunciar um erro ou um engano.

Desmitificar: retirar o carácter de consagrado ou sagrado.

Gosto imenso da palavra desmistificar, tem um som bonito. =)

sábado, 7 de agosto de 2010

Sem preconceitos


Estava a andar de autocarro quando um senhor de raça negra sentou-se ao pé de mim. Eu não sou nada racista e tento sempre igualar a maneira como trato as pessoas. Sabendo que nem todas as pessoas são iguais e respeitando essas diferenças que existem entre nós.
O senhor que se sentou ao meu lado tinha um odor corporal muito forte, caracterizante da raça negra e ao sentir isso comecei a pensar na razão de ver tão poucos "brancos" misturados com "pretos" nas ruas. (ou vice-versa)


Para além de termos (Sociedade) criado um estereótipo da raça negra também as diferenças entre nós são visíveis e sentidas, e por vezes, não suportadas.

Sem preconceitos nem nada, eles não escolheram ser assim e nada o podem fazer para mudar. (E porque haviam de querer mudar? Quem é que me diz que o odor que para mim é um pouco desagradável para outra pessoa não é atraente?)
A Natureza é que decidiu que seriamos assim, provavelmente ela nunca se lembrou que um dia as raças iam estar juntas, nunca pensou que íamos sair dos nossos continentes e misturar-mo-nos.


Assim aconteceu e agora só temos de compreender e aceitar que existem pessoas diferentes de nós e não somos nós que somos melhores que ninguém, somos apenas uma das raças e um dos povos deste mundo, ninguém é melhor que ninguém. Todos temos algo a dar ao mundo e o mundo tem algo a dar a todos nós. Cabemos cá todos e somos todos merecedores de um cantinho.

O mal não está na mistura, o mal está na mente das pessoas e na receptividade à diferença (que nem sempre é muita).

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Coisas curiosas III

No outro dia fui a um concerto sozinha. E estava convencida que ia adorar ir pois adoro ouvir o músico em questão. Mesmo sozinha pensava que ia ser espectacular.
Realmente foi bonito e gostei mas... Houve uma altura em que olhei para a lua cheia, fechei os olhos e ouvi a música e pensei -
Quase mágico, quase mágico.

Faltava alguém para dar a mão, alguém a quem pudesse sorrir e comentar o quanto aquela música tinha sido linda, alguém que sentisse a magia comigo, alguém com quem partilhar o momento.

É simples a conclusão de hoje, nunca se está em sintonia com a vida quando se está sozinho/a, quanto muito está-se em sintonia com o nosso mundo. (Que sabe sempre a pouco.)

Acordar para a vida VIII (último)

"Quando terminou a única coisa que me ocorria era toda a noção do próprio eu, o que somos, é apenas esta estrutura lógica. (...)
Relacionar-me com as pessoas. Era só isso que interessava."

domingo, 18 de julho de 2010

Coisas curisosas II

Esta semana tive atrelada a mim uma menina de 7 anos.
Lá para o final da semana ela dizia-me muitas vezes que gostava muito de mim, que não sabia porquê mas gostava muito de mim.
E por ela dizer isso tantas vezes fez-me pensar. E fez-me chegar à conclusão que não gosto quando me dizem que gostam de mim, prefiro que o demonstrem com carinho, abraços e acções do que digam insistentemente que gostam de mim.

E outra coisa, gosto que gostem de mim com moderação e não o demonstrem a toda a hora. Claro que é bom ter alguém a gostar de nós mas torna-se algo cansativo e demasiado comum se não nos derem espaço e tempo para sentirmos falta desse afecto.

Acordar para a vida VII

"Sei que não nos conhecemos mas não quero ser formiga.
Passamos pela vida aos encontrões uns aos outros continuamente em piloto-automático de formiga sem nada realmente humano a ser exigido de nós.
Pára.
Vai.
Guia.
Toda a acção baseada na sobrevivência.
Toda a comunicação para manter o formigueiro numa azáfama de um modo eficaz e educado.
Não quero ser uma formiga.
Quero momentos humanos verdadeiros!"

sábado, 3 de julho de 2010

Maré Negra

Sobre a maré negra no mar da América:

"Nós nunca fizemos nada de errado, cumprimos todas as regras, até porque se não o fizermos temos as autoridades em cima de nós. E agora estamos arruinados só porque alguém não sabe gerir o negócio deles. Eu perguntou-me: se eu for a Inglaterra mijar na fonte da rainha, não vou logo para a cadeia? Então por que é que não acontece nada à BP, que veio cagar no nosso golfo?", exalta-se Dean Blanchard."

"Todos nós temos pais, maridos, filhos, cunhados, amigos, vizinhos a trabalhar para a indústria petrolífera. Estamos perfeitamente conscientes da extraordinária importância que este sector tem para a economia do estado, para a nossa vida quotidiana", refere Margaret Saizan, uma empresária e blogger, que no primeiro dia do Katrina começou a documentar exaustivamente a recuperação de Nova Orleães e da região do golfo.
"Ninguém quer morder a mão que lhe dá o pão. É isso que explica a ambivalência em relação às petroquímicas que sentimos aqui. Há muito que sabemos que todas estas plataformas e refinarias são uma ameaça ao nosso ambiente, mas aceitamos viver com essa realidade diária. Fechamos os olhos aos custos porque os benefícios são tremendos", explica."

"Eu nem queria acreditar: esta tragédia não fez ninguém parar para pensar que não podemos continuar esta exploração selvagem dos nossos recursos?", indigna-se Margaret Saizan. Como disse à Pública, ela esperava que confrontados com o desastre ambiental do golfo, os americanos percebessem que têm definitivamente - e urgentemente - que avançar para um novo modelo de produção e consumo de energia."

Artigo "Tanto petróleo no mar da América" de Rita Siza, na revista Pública