sexta-feira, 11 de julho de 2014

Formigas

É engraçado como somos um ser completamente fucked up do sistema.

Eu rio-me porque não vale a pena andarmos com traumas, stresses e picuinhices. Não vale a pena porque as pessoas são o que são e nós ou as aceitamos ou metemos à borda do prato. Não vale a pena andarmos com juízos de valor nem a pensar no que é politicamente correcto.
A vida dos outros será sempre a vida dos outros e nós só temos de ver o que queremos para à nossa e seguir em frente com um sorriso na cara. Se os outros quiserem estragar a vida deles ou torna-la um ninho de cucos é opção deles, nós fazemos a nossa, sendo que só somos engulidos por tudo isto se nao tivermos força suficiente para dizer "Não" e tendo a força suficiente para ir na direcção oposta ao resto da multidão. O que não sendo fácil acaba por acontecer pouco tornando-nos seres previsivelmente fracos.

Por mais que queiramos ser superiores somos tantas vezes formigas. Uns atrás dos outros, fazendo o que os outros fazem, sendo o que os outros são. Só mais uma formiga, só mais uma pessoa, ninguém. Somos tantas vezes ninguém que assusta.

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Teorias da Razão (o essencial)

Mas quantas vezes é que o conforto é viver uma vida monótona? 

Sentimentos e emoções que deveriam ser o que comanda a vida.

Como se fossemos um género de espécie sagrada mais valiosa que a própria natureza. Que a própria natureza...

a partilha.

O resto são pormenores. 

confundimos tudo. 

E por racionalizarmos tudo é que não percebemos muita coisa.

 
 
um daqueles abraços onde cabia o mundo

o suficiente.   

=´) 

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Change is a law

“If you don’t get what you want, you suffer; if you get what you don’t want, you suffer; even when you get exactly what you want, you still suffer because you can’t hold on to it forever. Your mind is your predicament. It wants to be free of change. Free of pain, free of the obligations of life and death. But change is a law, and no amount of pretending will alter that reality.”
— Dan Milman



segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Last day, last what?

Último dia do ano, último dia, último, último?
Fomos nós que inventámos o calendário, portanto o último dia é quando quisermos. Por mim pode ser o último dia todos os dias para que arranjemos força todos os dias para sermos tudo aquilo que dizemos todos os anos que queremos ser.
Força e coragem e iniciativa. Tudo aquilo que desejamos todos os anos no último dia do ano ou no primeiro. A felicidade do agora, o concretizar os sonhos já. Aquilo que, por vezes, demoramos um ano inteiro à procura e tantas essas vezes que chegamos ao fim do ano a dizer que para o ano é que é, para o ano é que é, para o ano, para quando?

 Amanhã morremos todos. Bora fazer hoje aquilo que sempre quisemos! E escolher a partir de hoje tudo que realmente queremos escolher, lutar por aquilo que nos faz sentido, pois amanhã vamos todos morrer e nem todos acreditamos na vida depois da morte.

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Uma vida inteira...e o Agora


   No fundo sempre fui estranha pois sempre fui tudo. Já sabia disso. O sentido não entra em mim, o concreto entra e sai, a estabilidade está zangada comigo porque eu não sei lidar com ela.
Pessoas que não consigo mais enquadrar na minha vida, situações que já não entendo o que foram, conceitos que duvido que alguma vez foram esclarecidos na minha mente, lágrimas que não saem porque não encontram justificação para o fazer, sorrisos que saem porque não sabem outra maneira de ser...
Um futuro incerto cheio de possibilidades, uma época que nunca fez sentido...
Um Inverno que demorou a chegar mas chegou e ainda bem que chegou. 

Nunca sabemos muito bem qual é a melhor opção, não podemos experimentar todas para ver qual é a melhor, pois a meio do caminho perdemos sempre outras hipóteses.
 Escolhemos algo e somos felizes, então e quem nos jura que não podíamos ter sido mais se tivéssemos optado por outro caminho?!

Isto tudo porque hoje é Natal. E hoje fui feliz por um momento. Sabem qual foi? No momento em que me criaram pela primeira vez na minha, ainda, curta vida um email profissional. Meu. Com o meu nome. Ainda estou feliz, por tudo o que isso representa. 
Apesar de um pouco assustada também. Porém, acima de tudo feliz. 

É tudo absurdo em mim. No entanto, não deixo de amar a minha absurdidade.

Queria e quero vos agradecer. Ao mesmo tempo que tento olhar para mim e perceber o porquê. Valorização?

Tenho sensações que me baralham...Tento viver um dia de cada vez mas não sei não olhar para o futuro...

Gostava que tudo fizesse um pouco mais de sentido para poder tomar uma decisão. 
No entanto sei que o que for será, o tempo encarregar-se-à de me mostrar o caminho. 
A paciência que escassa em mim tem de prevalecer até se fazer luz dentro de mim e com um passo confiante dizer: - É isto! Por enquanto.

domingo, 22 de dezembro de 2013

Everything changes

Há uma coisa engraçada no ciúme... A palavra é mais utilizada quando temos ciúmes do/a nosso/a namorado/a (parceira/o, marido/mulher, whatever) no entanto, existe ciúme noutras ocasiões e pelos mais variados motivos. Muitas vezes motivos esses que não fazem qualquer sentido. Mesmo assim o dito ciúme está lá, por vezes apenas uma pontinha, mas está lá.

A verdade é que  "ninguém é de ninguém". O que se vê muitas vezes é sermos de muita gente, às vezes até mais do que sermos de nós próprios.

Temos de saber viver com a partilha e esquecer o lado egoísta que nos diz que as pessoas já não gostam tanto de nós.

Mesmo que isso seja verdade. O ciúme não vai levar a lado nenhum e a culpa vai ser sempre de ninguém, pois não se escolhe quê sentimentos queremos ter por quem e até quando. Não se escolhe. 

Sentir ciúme é sinal de que valorizamos a relação com aquela pessoa, seja como amiga/o, namorado/a ou outra coisa qualquer, no entanto não podemos deixar-nos ser devorados por ele, sendo que muito rapidamente ele nos devora a nós e entramos num buraco que nos puxa cada vez mais para baixo a cada segundo que passa.

(Fomos amigos?  Não sei. O esquecimento dói quando não é mútou. No entanto o que me tocou foi apenas ver-te vestido com uma T-shirt igual a que um dia me ofereceste. Foi esse o choque. Uma coisa minha em ti, entrando num campo de colisão entre o passado e o presente. )

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

A paixão a corroer-me...e eu a gostar.

Estás a dar cabo de mim...
Pegaste na minha paixão e pegaste no teu querer e no teu precisar e chamaste-me para ir contigo...
De repente vejo-me a esquecer todos os meus planos (?) e a pensar seriamente no que me propuseste.
 A miscelânea de ideias que me vem à cabeça é algo indescritível. Precisei de bastante tempo para estar a 100% na minha primeira aventura, agora dizes-me que queres partir já daqui a um mês... e eu funciono tão mal pressionada...

Pegas na minha paixão e baloiças-a à minha frente, como um biscoito, queres ou não queres? Queres ou não queres?
E eu não consigo responder-te...
Quero tanto e ao mesmo tempo... é uma loucura tal que me deixa zonza!
Isto é como estar apaixonada por alguém que não se pode ter... A diferença é que eu sei que posso ir! No entanto lembro-me do dinheiro que se gasta e o tempo que vamos demorar.... E tudo (?) o que vou cá deixar... E esquecer o arranjar emprego, esquecer o ter uma vida normal...  E merda é isto que quero fazer!! Foi isto que eu sempre quis fazer! 

Mas...e as responsabilidades? E o querer ter dinheiro para alugar uma casa? E o querer poupar para alguma coisa que aconteça?

Tu és doida sabes? Mas quem começou esta loucura fui eu e agora não sei voltar atrás, aliás, nem sei se quero...