Esclavagismo - Organização social que defende a escravatura; escravismo.
Não, mas isto existe mesmo?! -.-
Gosh...
domingo, 28 de novembro de 2010
domingo, 31 de outubro de 2010
Há lugar para a verdade
"Como se a vida fosse fácil dás-me verdades de pacotilha que eu estou a coleccionar para te atirar à cara quando fazemos amor.
Em vez de nomes feios vou-te cuspir lugares comuns como orgasmos múltiplos que se querem com rasgos de entusiasmo que eu carrego nas costas à feição das tuas unhas.
E, na verdade, não gosto de ti só porque não te suporto mas, no mais profundo calabouço, consegues dar-me o riso do despropósito e as lágrimas fáceis de quem não sabe o que diz e isso faz-me bem porque não me faz mal. Alivia-me porque me acompanha, informando-me a cada momento que a vida é uma graçola sem fim e sem sentido e que todos andamos com o propósito de dar trabalho ás pernas para que não apodreçam...e aos braços para que se movam como os pêndulos perpétuos da solidariedade.
E rimo-nos de tudo porque há sempre quem sofra mais... que é o que se diz ao miúdo que não quer comer a sopa...para que o bem-estar de toda a civilização prevaleça é importantíssimo, crucial até, contar ao garoto que não come o caldo que existe do outro lado do mundo um garoto igualzinho a ele (à excepção da cor e da falta de membros superiores cortados previamente à catanada) que gostaria de estar a comer aquela sopa quentinha a afogar agriões. É determinante dizer ao menino que não quer comer que há mais quem queira. E que quem quer merece mais porque tem mais fome. E o moço pergunta: - Então porque tenho de comer eu sopa azeda se há meninos sem mãos e sem pais que precisam mais do que eu?
E o moço particularmente inteligente do poema tem toda a razão. Porque havemos nós de sofrer menos porque os outros sofrem mais? Ora, eu sofro à minha maneira, da minha forma ocidental, senão está bem multem-me, estraguem-me a vida para eu ver o lado positivo e os que dizem "muita sorte tens tu" podem ir para o caralho porque se eu tivesse muita sorte não tinha de os ouvir...a falar da minha sorte...quando eu só quero chorar...e partir tudo...e mandar toda a gente bardamerda. Há lugar para a verdade por isso tu, que eu fodo com paixão e que desprezo com prazer, podes meter as tuas verdades...Como é que tu dizes? "Tu não gostas é de ouvir as verdade...Eu digo pela frente para não dizer por trás"... Como eu estava dizendo tu e esses borra-botas que falam da minha sorte podem meter as verdades todas no cu.
Vou inventar uns lugares comuns novos e umas verdades por estrear para vos meter no cu a todos e vou fazer desta sodomia a minha única missão.
A partir de hoje auto proclamo-me clister universal da humanidade e irei dedicar todos os meus suspiros, desde o raiar até ao deitar, a intrometer no ânus do ex-símio as mais incómodas e protuberantes constatações.
E sempre que alguém se mexe na cadeira...sou eu. Sempre que alguém coça a intermitência das nádegas...sou eu. Sempre que a cueca resvala para o buraco negro não sou eu...mas a cueca trabalha para mim. Eu sou o ministro da comichão, o chato que vem atrás, o pica-miolos que sabe onde eles picam...e onde dói mais... e não vos vou dar descanso...e em vez de descanso dar-vos-ei infecções intermináveis de verdade, purgas de verdade, sangrias pestilentas de verdade. E sei bem que não é nos vossos olhos que alguma vez encontrarei o caminho para a felicidade mas enquanto vos obrigo a mexer, coçar, a sentir, a gemer, a estrebuchar talvez, por segundos, vos faça também pensar.
Quanto a ti, meu amor, minha musa de vulgaridade, nem sei como te amar mais, devo-te tudo, devo-me, dou-me todo, amo-te todo porque me entendes de corpo e sem alma, porque me ensinas o caminho todos os dias...porque, como tu costumavas dizer, quando corria mal no emprego:
"Meu querido, tens que começar por baixo. Tens que começar por baixo."
Em vez de nomes feios vou-te cuspir lugares comuns como orgasmos múltiplos que se querem com rasgos de entusiasmo que eu carrego nas costas à feição das tuas unhas.
E, na verdade, não gosto de ti só porque não te suporto mas, no mais profundo calabouço, consegues dar-me o riso do despropósito e as lágrimas fáceis de quem não sabe o que diz e isso faz-me bem porque não me faz mal. Alivia-me porque me acompanha, informando-me a cada momento que a vida é uma graçola sem fim e sem sentido e que todos andamos com o propósito de dar trabalho ás pernas para que não apodreçam...e aos braços para que se movam como os pêndulos perpétuos da solidariedade.
E rimo-nos de tudo porque há sempre quem sofra mais... que é o que se diz ao miúdo que não quer comer a sopa...para que o bem-estar de toda a civilização prevaleça é importantíssimo, crucial até, contar ao garoto que não come o caldo que existe do outro lado do mundo um garoto igualzinho a ele (à excepção da cor e da falta de membros superiores cortados previamente à catanada) que gostaria de estar a comer aquela sopa quentinha a afogar agriões. É determinante dizer ao menino que não quer comer que há mais quem queira. E que quem quer merece mais porque tem mais fome. E o moço pergunta: - Então porque tenho de comer eu sopa azeda se há meninos sem mãos e sem pais que precisam mais do que eu?
E o moço particularmente inteligente do poema tem toda a razão. Porque havemos nós de sofrer menos porque os outros sofrem mais? Ora, eu sofro à minha maneira, da minha forma ocidental, senão está bem multem-me, estraguem-me a vida para eu ver o lado positivo e os que dizem "muita sorte tens tu" podem ir para o caralho porque se eu tivesse muita sorte não tinha de os ouvir...a falar da minha sorte...quando eu só quero chorar...e partir tudo...e mandar toda a gente bardamerda. Há lugar para a verdade por isso tu, que eu fodo com paixão e que desprezo com prazer, podes meter as tuas verdades...Como é que tu dizes? "Tu não gostas é de ouvir as verdade...Eu digo pela frente para não dizer por trás"... Como eu estava dizendo tu e esses borra-botas que falam da minha sorte podem meter as verdades todas no cu.
Vou inventar uns lugares comuns novos e umas verdades por estrear para vos meter no cu a todos e vou fazer desta sodomia a minha única missão.
A partir de hoje auto proclamo-me clister universal da humanidade e irei dedicar todos os meus suspiros, desde o raiar até ao deitar, a intrometer no ânus do ex-símio as mais incómodas e protuberantes constatações.
E sempre que alguém se mexe na cadeira...sou eu. Sempre que alguém coça a intermitência das nádegas...sou eu. Sempre que a cueca resvala para o buraco negro não sou eu...mas a cueca trabalha para mim. Eu sou o ministro da comichão, o chato que vem atrás, o pica-miolos que sabe onde eles picam...e onde dói mais... e não vos vou dar descanso...e em vez de descanso dar-vos-ei infecções intermináveis de verdade, purgas de verdade, sangrias pestilentas de verdade. E sei bem que não é nos vossos olhos que alguma vez encontrarei o caminho para a felicidade mas enquanto vos obrigo a mexer, coçar, a sentir, a gemer, a estrebuchar talvez, por segundos, vos faça também pensar.
Quanto a ti, meu amor, minha musa de vulgaridade, nem sei como te amar mais, devo-te tudo, devo-me, dou-me todo, amo-te todo porque me entendes de corpo e sem alma, porque me ensinas o caminho todos os dias...porque, como tu costumavas dizer, quando corria mal no emprego:
"Meu querido, tens que começar por baixo. Tens que começar por baixo."
João Negreiros no seu melhor.
A espera
Fala comigo! Não te escondas do mundo, não te escondas de mim. Conta-me o que és, o que foste e o que gostavas de ser. Retrata-me os teus sonhos e desabafa sobre os teus pesadelos. Fala comigo!
Quero saber cada detalhe da tua essência, todos os detalhes que te fazem ser a pessoa maravilhosa que és. Conta-me a tua história e as tuas experiências, conta-me cara-a-cara o que pensas tu do mundo e o que pensas da vida.
Ri ou chora ou fica indiferente mas deixa-me ver a expressão do teu olhar, a linha dos teus lábios, o torcer do teu nariz, a ondulação do teu corpo, o levantar das sobrancelhas...
Poderias-me ensinar muito se falasses comigo. Se me mostrasses como é ser tu e me deixasses entrar nesse teu mundo que parece ser tão completo e colorido e, ao mesmo tempo, tão incompleto e sem cor.
No entanto, tu não queres saber dos meus desejos e da minha vontade e não te sentes à vontade nem para falar nem para exteriorizar o teu mundo. Não queres abrir a porta, não te apetece partilhar o que és...
E eu continuo aqui à janela a observar o teu mundo do lado de fora e a querer muito ajudar-te a ser feliz. Continuo à espera... que é o que se faz quando se ama a sério.
Espero que um dia ela abra a porta e me deixe entrar no seu mundo imenso. Se não abrir só posso ter pena e acreditar que não era eu que a faria verdadeiramente feliz.
Quero saber cada detalhe da tua essência, todos os detalhes que te fazem ser a pessoa maravilhosa que és. Conta-me a tua história e as tuas experiências, conta-me cara-a-cara o que pensas tu do mundo e o que pensas da vida.
Ri ou chora ou fica indiferente mas deixa-me ver a expressão do teu olhar, a linha dos teus lábios, o torcer do teu nariz, a ondulação do teu corpo, o levantar das sobrancelhas...
Poderias-me ensinar muito se falasses comigo. Se me mostrasses como é ser tu e me deixasses entrar nesse teu mundo que parece ser tão completo e colorido e, ao mesmo tempo, tão incompleto e sem cor.
No entanto, tu não queres saber dos meus desejos e da minha vontade e não te sentes à vontade nem para falar nem para exteriorizar o teu mundo. Não queres abrir a porta, não te apetece partilhar o que és...
E eu continuo aqui à janela a observar o teu mundo do lado de fora e a querer muito ajudar-te a ser feliz. Continuo à espera... que é o que se faz quando se ama a sério.
Espero que um dia ela abra a porta e me deixe entrar no seu mundo imenso. Se não abrir só posso ter pena e acreditar que não era eu que a faria verdadeiramente feliz.
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
A perfeição só aparece por um instante, o resto da vida é imperfeita.
O segredo está em saber lidar com essa imperfeição e torna-la algo suportável e quiçá, uma imperfeição em que gostemos de nos envolver.
Ninguém nunca disse que era fácil e, sinceramente, o que é fácil não me interessa.
O que é fácil não enriquece nem a minha vida nem a minha essência.
Todos procuramos alguma coisa. A distinção entre os felizes e os infelizes está na conformação. Há quem se conforme com o que tem e há quem nunca desista de lutar. Gosto de acreditar que estou na segunda categoria... Porém... Às vezes não sei. E nessas vezes não sei nada e sei tudo. E entro num círculo vicioso e viciado no qual nunca saio com grandes respostas e sempre com mais perguntas. Tento-me guiar por elas para encontrar a tal imperfeição especial e única que acredito que existe. Mas eu acredito em coisas a mais e muitas vezes em coisas a menos. E depois perco-me e volto-me a encontrar e perco-me outra vez...Penso que a vida é isto mesmo.
Como disse há uns anos atrás:
Viver, ás vezes, é cansativo e é mais bonito sonhar.
Porque, ás vezes, viver é cansativo...e é sempre mais bonito sonhar...
sábado, 25 de setembro de 2010
inspiração é respirar
"assustas-me como a natureza quando desmaia pelo acasalamento de um bicho
tomas-me de assalto tão alto que só sei que és tu pela cor do ventre quando choras
sei-te como a enciclopédia afogada em anexos pelos planetas que aparecem só para a contrariar
dás cabo de mim porque me pões fim
dás-me o ânimo dos juncos que abanam só pelo vento
dás-me as amoras dos trigais que são raras de tão impossíveis
fazes-me viver como a palidez para o doente terminal
prendes-me pelo cachaço como só a boca consegue
aproxima o teu corpo ao meu e vamos fazer filhos dos outros para que todos procriem com amor
emprestemos a nossa seiva às árvores que morrem da poda
e façamos de todos os seres o resultado inequívoco de um olhar nosso que se troca por miúdos
és ninfa sem verde
o fantasma sem escuro
a corneta subtil
o galgo que embala o ar
o coxo da perna boa
e eu fiz-me para te completar
apareci para te reafirmar coerência
para te investir valor
para te secundar
para te lamber o chão com saliva que estava guardada para os beijos para além dos nossos
tu só és para mim exactamente o que sou para ti
e olha que é muito
e olha que chega para encher tanques de rãs com carícias
és a personificação das manhãs claras e dos membros sãos
és a esposa que anseia
o rasgão sem dor
o sangue sem ciúme
a cor dos olhos
a ternura da pele
o carinho das canções
e eu serei o romance que mandou a tua cabeceira abater uma lareira
abraça-me muito que tenho medo de ti
que choro muito sem ti
e sou-te porque não me conhecia até
e sigo-te como o carneiro segue a camisola
e vou estar na tua boca colado
a evitar os soluços e as palavras
para poder viver o resto dos dias na intermitência da tua respiração
amo-te por dentro
inspira-te em mim
amo-te por fora
expiro sem ti
amo-te por dentro
inspira-te em mim
amo-te por fora
expiro sem ti
e o ar que me move move todos
e o ar que me move move todos"
Um dos melhores poemas de amor que já li. ^^
João Negreiros mais uma vez. =)
tomas-me de assalto tão alto que só sei que és tu pela cor do ventre quando choras
sei-te como a enciclopédia afogada em anexos pelos planetas que aparecem só para a contrariar
dás cabo de mim porque me pões fim
dás-me o ânimo dos juncos que abanam só pelo vento
dás-me as amoras dos trigais que são raras de tão impossíveis
fazes-me viver como a palidez para o doente terminal
prendes-me pelo cachaço como só a boca consegue
aproxima o teu corpo ao meu e vamos fazer filhos dos outros para que todos procriem com amor
emprestemos a nossa seiva às árvores que morrem da poda
e façamos de todos os seres o resultado inequívoco de um olhar nosso que se troca por miúdos
és ninfa sem verde
o fantasma sem escuro
a corneta subtil
o galgo que embala o ar
o coxo da perna boa
e eu fiz-me para te completar
apareci para te reafirmar coerência
para te investir valor
para te secundar
para te lamber o chão com saliva que estava guardada para os beijos para além dos nossos
tu só és para mim exactamente o que sou para ti
e olha que é muito
e olha que chega para encher tanques de rãs com carícias
és a personificação das manhãs claras e dos membros sãos
és a esposa que anseia
o rasgão sem dor
o sangue sem ciúme
a cor dos olhos
a ternura da pele
o carinho das canções
e eu serei o romance que mandou a tua cabeceira abater uma lareira
abraça-me muito que tenho medo de ti
que choro muito sem ti
e sou-te porque não me conhecia até
e sigo-te como o carneiro segue a camisola
e vou estar na tua boca colado
a evitar os soluços e as palavras
para poder viver o resto dos dias na intermitência da tua respiração
amo-te por dentro
inspira-te em mim
amo-te por fora
expiro sem ti
amo-te por dentro
inspira-te em mim
amo-te por fora
expiro sem ti
e o ar que me move move todos
e o ar que me move move todos"
Um dos melhores poemas de amor que já li. ^^
João Negreiros mais uma vez. =)
sábado, 11 de setembro de 2010
Yaho!!!!! =D
"Cara ANA TERESO,
Concluída a 1ª fase do concurso nacional de acesso
ao ensino superior, vimos informar que o resultado
da tua candidatura foi o seguinte:
Resultado: Colocada
Estabelecimento: [3105] Instituto Politécnico de
Leiria - Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar
de Peniche
Curso: [9848] Animação Turística"
Pronto peço desculpa mas tinha que
fixar isto em algum lado. XD
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
Sereia se quiseres
" Anda depressa dormir que eu prometo que vou fingir que não adormeço. Entras-me a meio do sonho como a sereia que fez do início das escamas a cintura... para se fazer mais fina, mais estreita, mais estreito que sou eu...que até cabo em ti com o mar à volta...como um mau português que se afoga na salitre das tuas vogais parasitas que nunca me soam a mais.
E tenho a mania que te amo só porque não conheço ninguém melhor...ou melhor...até conheço, ou conheceria se tivesse a imaginação mais fértil...para te imaginar como a irmã feia e burra da mulher mais que perfeita que não existiu no passado. Mas como não me sai da cabeça a imagem...nem com shampoo...e, como a mulher mais que perfeita nunca vai dar à costa, tenho de me contentar contigo que és só a perfeição.
És tu, és só tu.
E tu:
_ Serei...sereia...serei a...se tu quiseres.
E eu...à falta de melhor... quero."
Toca-me pela razão mais óbvia.
Outro texto de João Negreiros.
E tenho a mania que te amo só porque não conheço ninguém melhor...ou melhor...até conheço, ou conheceria se tivesse a imaginação mais fértil...para te imaginar como a irmã feia e burra da mulher mais que perfeita que não existiu no passado. Mas como não me sai da cabeça a imagem...nem com shampoo...e, como a mulher mais que perfeita nunca vai dar à costa, tenho de me contentar contigo que és só a perfeição.
És tu, és só tu.
E tu:
_ Serei...sereia...serei a...se tu quiseres.
E eu...à falta de melhor... quero."
Toca-me pela razão mais óbvia.
Outro texto de João Negreiros.
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