quinta-feira, 26 de setembro de 2013

...como uma pena.


Olho para ti e sinto que falas comigo, não ouço sons, nem é claro o que queres transmitir porém, tenho a sensação que estás viva.
Olho para ti e não sei descrever o que entendo mas entendo.
Sinto que os teus ramos me alargam horizontes e me descodificam, chegam até à minha alma através de uma comunicação impossível de descrever e explicar, olho para ti uma última vez e sinto-me, eu também, viva. Dás-me forças para continuar: cada passo, uma conquista.

 Ensinaste-me a apreciar um tudo que por vezes parece nada. Tiraste as mãos que me estrangulavam o pescoço e de mansinho transmitis-te a mensagem que precisava que chegasse até ao fundo de mim, um abrir de olhos para a Liberdade de ser e estar.


Vou mais completa, continuo o meu caminho mais forte, enriquecida com algo que não tem nome e me fez embarcar num espírito e atitude que sempre quis ter mas nunca soube encontrar. Até hoje.

Leve...

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Renascer

De tanta coisa que já vivi nestes últimos dias não sei por onde devo começar...

Tenho a dizer-vos que todos os dias acordo com Vida a entrar-me nos poros.

Isto foi uma das melhores decisões que tomei na minha vida, o melhor caminho que podia alguma vez ter tomado.

Estou parva com o tão bem que me sinto perto de desconhecidos que se tornam amigos tão rapidamente.
Estou parva com o sentido de humanidade que está-me a ser demonstrado todos os dias.
Estou imensamente parva com o quão fácil é viver com pouco dinheiro e com poucas coisas materiais e se ser verdadeiramente feliz. Basta fazer a mala, colocá-la às costas e não parar!

Isto tudo tem sido uma experiência arrebatadora ... 
Daquelas que dificilmente conseguirei voltar a experienciar.   

Portugal é lindo! E as pessoas, simplesmente, espectaculares!



sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Esmagadora sensação

Três dias... Apenas passaram três dias e no entanto, já tanto tenho para contar.
Já tanta coisa mudou a perspectiva que tinha da vida, do mundo e de mim mesma.
A sensação é esmagadora mas uma que esmaga o coração de uma forma positiva.
 A generosidade das pessoas nunca mais acaba, aliás elas é que não deixam que ela acabe.
Estou tão, inexplicavelmente, confortável com isto de andar de um lado para o outro que esqueço-me da minha falta de treino, esqueço-me das dores de costas e das bolhas nos pés, esqueço-me que existem limites.
E ao esquecer-me disso a vida abre-se com inúmeras oportunidades de escolha para se ser feliz.
Estou feliz. Ainda não o sou mas estou, genuinamente, feliz.
Talvez um dia consiga ser como o Hugo e fazer da vida totalmente moldável à concretização dos nossos sonhos e ser feliz como ele tão bem sabe: com as coisas simples, puras; aquelas que são as únicas que interessam.
Amanhã não é só mais um dia, aprendi que amanhã é sempre O dia: o dia de aprender mais um bocadinho, de partilhar mais um bocadinho, de SER mais um bocadinho... O dia para se estar feliz mais um bocadinho.
E aos bocadinhos chegamos lá. Seja lá a cidade de Sagres, a China ou a Lua. Pois quando temos verdadeira força de vontade chegamos onde quisermos, nem que seja só aos bocadinhos, havemos de lá chegar. Apesar de quando chegarmos  a vontade será que não houvesse fim, porque sem dúvida que o que é importante é o caminho e não a meta.


terça-feira, 6 de agosto de 2013

Ir

E entro nesse mundo da palavra já tão cliché: Viajar. A palavra que já a tantos diz tanto, a palavra que ganhou um enorme significado desde que os humanos começaram a instalar-se em cidades e se fixaram no conforto de uma casa, de uma cidade, de um país. Desde que deixámos de ser nómadas e passámos a ser sedentários e seres muito mais aborrecidos. No entanto, ganhámos tradições, costumes, a identidade que se tornou mais clara, a pertença a um local. 

Hoje em dia aprende-se a desaprender tudo isso e a ser outra vez viajante, à descoberta do mundo, à descoberta de novos trilhos e é a isso que muitos se agarram nos tempos que correm. Pois a realidade das sociedades de hoje nem sempre é assim tão bonita e é preciso mais e mesmo quando é uma realidade aceitável é preciso mais. É sempre preciso mais. 
Então viajo também, porque dizem que liberta a alma e ensina a viver outra vez. Viajo para perto sabendo que mesmo assim vai ser uma viagem longa. Não é preciso muito, por vezes viro a esquina para uma rua onde nunca tinha passado e voilá já estou a viajar.

Até breve.

domingo, 28 de julho de 2013

S.S.

Dor aguda na cabeça,

Diferentes sons,
diferentes palavras,
diferentes sentidos.

Olhares distintos,
Cheiros dispersos e diversos,

O não querer saber.
O desinteresse.
A apatia pelo mundo.
O querer mas não conseguir.
Uma espécie de viver que não se pode chamar viver.
Chama-se quase-vida.
E eu vou,
e eu vejo,
e eu ouço,
e eu grito

e pouco muda. Nada é permanente. Tudo é efémero.
E com esta palavra, dito a sensação forte que me bate no peito.
Dito a tal saudade, de sentir.
E nada pode ser mais forte, que esta minha Saudade de Sentir...

sábado, 20 de julho de 2013

A Nuvem



Borbulha a minha mente agitada,
Pensa em tudo e não conclui nada.
Devia sair e ir ter contigo,
Nem isso me puxa, amigo.
o problema não é tua companhia,
mas sim o ter de partilhar a minha.

Tenho de falar,
tenho de sorrir,
tenho de acenar,
tenho de estar presente.

Estar presente é chato.
Ou melhor, a ideia de estar presente é chata.
Porque eu sei que depois vou gostar de lá estar,
que no fim vou gostar de ter estado.

Vou gostar de ter falado,
Vou gostar de ter sorrido,
Vou gostar de ter acenado
E vou gostar de ter estado ali contigo, presente.

Então se sei que vou gostar porque não quero ir?
Isto faz me lembrar a música: "If it makes you happy, why are you so sad?"
E eu nunca achei que fizesse sentido.
Afinal faz.
Afinal faz muito.

Não sei se te consigo explicar esse mesmo sentido,
mas dentro de todas as coisas más existem coisas boas.
E o espírito que se tem perante a vida é por vezes uma nuvem de pedaços de coisas que não fazem sentido.
Ora esta é a melhor explicação que te posso dar.

E pensado bem, é o raciocínio que explica a confusão do meu ser.
Eu sou assim: Uma nuvem de pedaços de coisas que não fazem sentido.
Mas querem fazer.
Mas esforçam-se para fazer.

Mas ainda não fazem.



quinta-feira, 27 de junho de 2013

Buddha about God



Once it happened: Buddha entered a village. A man asked him as he was entering the village, "Does God exist?" He said, "No, absolutely no."
 
In the afternoon another man came and he asked, "Does God exist?" And he said, "Yes, absolutely yes."
 
In the evening a third man came and he asked, "Does God exist?" Buddha closed his eyes and remained utterly silent. The man also closed his eyes. Something transpired in that silence. After a few minutes the man touched Buddha's feet, bowed down, paid his respects and said, "You are the first man who has answered my question."
 
Now, Buddha's attendant, Ananda, was very much puzzled: "In the morning he said no, in the afternoon he said yes, in the evening he did not answer at all. What is the matter? What is really the truth?"
 
So when Buddha was going to sleep, Ananda said, "First you answer me; otherwise I will not be able to sleep. You have to be a little more compassionate towards me too. I have been with you the whole day. Those three people don't know about the other answers, but I have heard all the three answers. What about me? I am troubled."
 
Buddha said, "I was not talking to you at all! You had not asked, I had not answered YOU. The first man who came was a theist, the second man who came was an atheist, the third man who came was an agnostic. My answer had nothing to do with God, my answer had something to do with the questioner. I was answering the questioner; it was absolutely unconcerned with God.
 
"The person who believes in God, I will say no to him because I want him to drop his idea of God, I want him to be free of his idea of God -- which is borrowed. He has not experienced. If he had experienced he would not have asked me; there would have been no need.
 
"The person who believed in God, he was trying to find confirmation for his belief from me. I was not going to say yes to him -- I am not going to confirm anybody's belief. I had to say no, I had to deny, just to destroy his belief, because all beliefs are barriers to knowing the truth. Theist or atheist, all beliefs, Hindu or Christian or Mohammedan, all beliefs are barriers.
 
"And the person with whom I remained silent was the right inquirer. He had no belief, hence there was no question of destroying anything. I kept silent. That was my message to him: Be silent and know. Don't ask, there is no need to ask. It is not a question which can be answered. It is not an inquiry but a quest, a thirst. Be silent and know.
 
I had answered him also; through my silence I gave him the message and he immediately followed it -- he also became silent. I closed my eyes, he closed his eyes; I looked in, he looked in, and then something transpired. That's why he was so much overwhelmed, he felt so much gratitude, for the simple reason that I did not give him any intellectual answer. He had not come for any intellectual answer; intellectual answers are available very cheap. He needed something existential -- he needed a taste. I gave him a taste."

Thank you Anudath, what you share with us was priceless.