sábado, 2 de novembro de 2013
Tantos outros.
O teu desaparecimento sem sequer teres dito Adeus, as vozes deles ignorantes e com uma tal falta de conhecimento pela vida, ela a finalmente ter sorte e a ver uma vida verdadeira à sua frente, ela a juntar-se a nós num patamar da vida chamado: trabalho.
Gosto de escrever sobre os outros, os pormenores das suas vidas, o porquê de existirem, com quem se dão, se são felizes, o que os faz felizes... Os outros... Entrar na sua mente, na sua pele, fingir que sou o que eles são, o processo de ser outro alguém, o quê pensar, o quê fazer... É sempre diferente. Somos todos diferentes. É fascinante ser sempre diferente.
Portanto os outros. Tentar outra vez entrar nesse mundo que não é meu, é de alguém que não eu, existe fora de mim.
O que faço é torná-lo meu, é ser eu, é existir dentro de mim também.
No entanto... O eu...
O teu desaparecimento devia ser algo sem importância, tu és algo sem importância, mais um como tantos outros e no entanto... És o que mais entra, o que mais interessa, o que mais me faz sentir. E o que é que sinto? O mesmo do outro dia. O mesmo de sempre.
Entendo uma parte de ser-se mulher com isto. Não dá para ser passageiro por mais que queiramos, tudo fica, tudo se guarda, tudo tem importância.
Odeio ser mulher.
Ser outro, ser outra.
O fugir e cortarem-te as pernas.
O querer e ser difícil.
O toque que é sempre inesquecível.
O viver, o estar-se vivo, o movimento, a sensação.
Adeus...(e um sorriso)
E um sorriso...
sexta-feira, 18 de outubro de 2013
Seguir em frente?
A verdade, que já todos sabemos, é que nada é perfeito.
Tropeçamos nessa verdade constantemente, como uma pedra que já não devia lá estar.
Olhamos para ela e não sabemos o que fazer com a dita cuja.
Deviamos aceitá-la, aceitar o seu lugar e seguir em frente. Porém, não conseguimos seguir em frente, porque o caminho não está perfeito, porque faltam flores, faltam tijolos, faltam pessoas, falta...
Nada é perfeito.
Porque é que será isso uma realidade tão difícil de aceitar?
terça-feira, 15 de outubro de 2013
Ser outra coisa...
"E assim sou, fútil e sensível, capaz de impulsos violentos e absorventes, maus e bons, nobres e vis, mas nunca de um sentimento que subsista, nunca de uma emoção que continue, e entre para a substância da alma. Tudo em mim é a tendência para ser a seguir outra coisa; uma impaciência da alma consigo mesma, como com uma criança inoportuna; um desassossego sempre crescente e sempre igual." B. S
quinta-feira, 26 de setembro de 2013
...como uma pena.
Olho para ti e sinto que falas comigo, não ouço sons, nem é claro o que queres transmitir porém, tenho a sensação que estás viva.
Olho para ti e não sei descrever o que entendo mas entendo.
Sinto que os teus ramos me alargam horizontes e me descodificam, chegam até à minha alma através de uma comunicação impossível de descrever e explicar, olho para ti uma última vez e sinto-me, eu também, viva. Dás-me forças para continuar: cada passo, uma conquista.
Ensinaste-me a apreciar um tudo que por vezes parece nada. Tiraste as mãos que me estrangulavam o pescoço e de mansinho transmitis-te a mensagem que precisava que chegasse até ao fundo de mim, um abrir de olhos para a Liberdade de ser e estar.
Vou mais completa, continuo o meu caminho mais forte, enriquecida com algo que não tem nome e me fez embarcar num espírito e atitude que sempre quis ter mas nunca soube encontrar. Até hoje.
Leve...
terça-feira, 20 de agosto de 2013
Renascer
De tanta coisa que já vivi nestes últimos dias não sei por onde devo começar...
Tenho a dizer-vos que todos os dias acordo com Vida a entrar-me nos poros.
Isto foi uma das melhores decisões que tomei na minha vida, o melhor caminho que podia alguma vez ter tomado.
Estou parva com o tão bem que me sinto perto de desconhecidos que se tornam amigos tão rapidamente.
Estou parva com o sentido de humanidade que está-me a ser demonstrado todos os dias.
Estou imensamente parva com o quão fácil é viver com pouco dinheiro e com poucas coisas materiais e se ser verdadeiramente feliz. Basta fazer a mala, colocá-la às costas e não parar!
Isto tudo tem sido uma experiência arrebatadora ...
Daquelas que dificilmente conseguirei voltar a experienciar.
Portugal é lindo! E as pessoas, simplesmente, espectaculares!
sexta-feira, 9 de agosto de 2013
Esmagadora sensação
Três dias... Apenas passaram três dias e no entanto, já tanto tenho para contar.
Já tanta coisa mudou a perspectiva que tinha da vida, do mundo e de mim mesma.
A sensação é esmagadora mas uma que esmaga o coração de uma forma positiva.
A generosidade das pessoas nunca mais acaba, aliás elas é que não deixam que ela acabe.
Estou tão, inexplicavelmente, confortável com isto de andar de um lado para o outro que esqueço-me da minha falta de treino, esqueço-me das dores de costas e das bolhas nos pés, esqueço-me que existem limites.
E ao esquecer-me disso a vida abre-se com inúmeras oportunidades de escolha para se ser feliz.
Estou feliz. Ainda não o sou mas estou, genuinamente, feliz.
Talvez um dia consiga ser como o Hugo e fazer da vida totalmente moldável à concretização dos nossos sonhos e ser feliz como ele tão bem sabe: com as coisas simples, puras; aquelas que são as únicas que interessam.
Amanhã não é só mais um dia, aprendi que amanhã é sempre O dia: o dia de aprender mais um bocadinho, de partilhar mais um bocadinho, de SER mais um bocadinho... O dia para se estar feliz mais um bocadinho.
E aos bocadinhos chegamos lá. Seja lá a cidade de Sagres, a China ou a Lua. Pois quando temos verdadeira força de vontade chegamos onde quisermos, nem que seja só aos bocadinhos, havemos de lá chegar. Apesar de quando chegarmos a vontade será que não houvesse fim, porque sem dúvida que o que é importante é o caminho e não a meta.
Já tanta coisa mudou a perspectiva que tinha da vida, do mundo e de mim mesma.
A sensação é esmagadora mas uma que esmaga o coração de uma forma positiva.
A generosidade das pessoas nunca mais acaba, aliás elas é que não deixam que ela acabe.
Estou tão, inexplicavelmente, confortável com isto de andar de um lado para o outro que esqueço-me da minha falta de treino, esqueço-me das dores de costas e das bolhas nos pés, esqueço-me que existem limites.
E ao esquecer-me disso a vida abre-se com inúmeras oportunidades de escolha para se ser feliz.
Estou feliz. Ainda não o sou mas estou, genuinamente, feliz.
Talvez um dia consiga ser como o Hugo e fazer da vida totalmente moldável à concretização dos nossos sonhos e ser feliz como ele tão bem sabe: com as coisas simples, puras; aquelas que são as únicas que interessam.
Amanhã não é só mais um dia, aprendi que amanhã é sempre O dia: o dia de aprender mais um bocadinho, de partilhar mais um bocadinho, de SER mais um bocadinho... O dia para se estar feliz mais um bocadinho.
E aos bocadinhos chegamos lá. Seja lá a cidade de Sagres, a China ou a Lua. Pois quando temos verdadeira força de vontade chegamos onde quisermos, nem que seja só aos bocadinhos, havemos de lá chegar. Apesar de quando chegarmos a vontade será que não houvesse fim, porque sem dúvida que o que é importante é o caminho e não a meta.
terça-feira, 6 de agosto de 2013
Ir
E entro nesse mundo da palavra já tão cliché: Viajar. A palavra que já a tantos diz tanto, a palavra que ganhou um enorme significado desde que os humanos começaram a instalar-se em cidades e se fixaram no conforto de uma casa, de uma cidade, de um país. Desde que deixámos de ser nómadas e passámos a ser sedentários e seres muito mais aborrecidos. No entanto, ganhámos tradições, costumes, a identidade que se tornou mais clara, a pertença a um local.
Hoje em dia aprende-se a desaprender tudo isso e a ser outra vez viajante, à descoberta do mundo, à descoberta de novos trilhos e é a isso que muitos se agarram nos tempos que correm. Pois a realidade das sociedades de hoje nem sempre é assim tão bonita e é preciso mais e mesmo quando é uma realidade aceitável é preciso mais. É sempre preciso mais.
Então viajo também, porque dizem que liberta a alma e ensina a viver outra vez. Viajo para perto sabendo que mesmo assim vai ser uma viagem longa. Não é preciso muito, por vezes viro a esquina para uma rua onde nunca tinha passado e voilá já estou a viajar.
Até breve.
Hoje em dia aprende-se a desaprender tudo isso e a ser outra vez viajante, à descoberta do mundo, à descoberta de novos trilhos e é a isso que muitos se agarram nos tempos que correm. Pois a realidade das sociedades de hoje nem sempre é assim tão bonita e é preciso mais e mesmo quando é uma realidade aceitável é preciso mais. É sempre preciso mais.
Então viajo também, porque dizem que liberta a alma e ensina a viver outra vez. Viajo para perto sabendo que mesmo assim vai ser uma viagem longa. Não é preciso muito, por vezes viro a esquina para uma rua onde nunca tinha passado e voilá já estou a viajar.
Até breve.
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