terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Uma vida inteira...e o Agora


   No fundo sempre fui estranha pois sempre fui tudo. Já sabia disso. O sentido não entra em mim, o concreto entra e sai, a estabilidade está zangada comigo porque eu não sei lidar com ela.
Pessoas que não consigo mais enquadrar na minha vida, situações que já não entendo o que foram, conceitos que duvido que alguma vez foram esclarecidos na minha mente, lágrimas que não saem porque não encontram justificação para o fazer, sorrisos que saem porque não sabem outra maneira de ser...
Um futuro incerto cheio de possibilidades, uma época que nunca fez sentido...
Um Inverno que demorou a chegar mas chegou e ainda bem que chegou. 

Nunca sabemos muito bem qual é a melhor opção, não podemos experimentar todas para ver qual é a melhor, pois a meio do caminho perdemos sempre outras hipóteses.
 Escolhemos algo e somos felizes, então e quem nos jura que não podíamos ter sido mais se tivéssemos optado por outro caminho?!

Isto tudo porque hoje é Natal. E hoje fui feliz por um momento. Sabem qual foi? No momento em que me criaram pela primeira vez na minha, ainda, curta vida um email profissional. Meu. Com o meu nome. Ainda estou feliz, por tudo o que isso representa. 
Apesar de um pouco assustada também. Porém, acima de tudo feliz. 

É tudo absurdo em mim. No entanto, não deixo de amar a minha absurdidade.

Queria e quero vos agradecer. Ao mesmo tempo que tento olhar para mim e perceber o porquê. Valorização?

Tenho sensações que me baralham...Tento viver um dia de cada vez mas não sei não olhar para o futuro...

Gostava que tudo fizesse um pouco mais de sentido para poder tomar uma decisão. 
No entanto sei que o que for será, o tempo encarregar-se-à de me mostrar o caminho. 
A paciência que escassa em mim tem de prevalecer até se fazer luz dentro de mim e com um passo confiante dizer: - É isto! Por enquanto.

domingo, 22 de dezembro de 2013

Everything changes

Há uma coisa engraçada no ciúme... A palavra é mais utilizada quando temos ciúmes do/a nosso/a namorado/a (parceira/o, marido/mulher, whatever) no entanto, existe ciúme noutras ocasiões e pelos mais variados motivos. Muitas vezes motivos esses que não fazem qualquer sentido. Mesmo assim o dito ciúme está lá, por vezes apenas uma pontinha, mas está lá.

A verdade é que  "ninguém é de ninguém". O que se vê muitas vezes é sermos de muita gente, às vezes até mais do que sermos de nós próprios.

Temos de saber viver com a partilha e esquecer o lado egoísta que nos diz que as pessoas já não gostam tanto de nós.

Mesmo que isso seja verdade. O ciúme não vai levar a lado nenhum e a culpa vai ser sempre de ninguém, pois não se escolhe quê sentimentos queremos ter por quem e até quando. Não se escolhe. 

Sentir ciúme é sinal de que valorizamos a relação com aquela pessoa, seja como amiga/o, namorado/a ou outra coisa qualquer, no entanto não podemos deixar-nos ser devorados por ele, sendo que muito rapidamente ele nos devora a nós e entramos num buraco que nos puxa cada vez mais para baixo a cada segundo que passa.

(Fomos amigos?  Não sei. O esquecimento dói quando não é mútou. No entanto o que me tocou foi apenas ver-te vestido com uma T-shirt igual a que um dia me ofereceste. Foi esse o choque. Uma coisa minha em ti, entrando num campo de colisão entre o passado e o presente. )

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

A paixão a corroer-me...e eu a gostar.

Estás a dar cabo de mim...
Pegaste na minha paixão e pegaste no teu querer e no teu precisar e chamaste-me para ir contigo...
De repente vejo-me a esquecer todos os meus planos (?) e a pensar seriamente no que me propuseste.
 A miscelânea de ideias que me vem à cabeça é algo indescritível. Precisei de bastante tempo para estar a 100% na minha primeira aventura, agora dizes-me que queres partir já daqui a um mês... e eu funciono tão mal pressionada...

Pegas na minha paixão e baloiças-a à minha frente, como um biscoito, queres ou não queres? Queres ou não queres?
E eu não consigo responder-te...
Quero tanto e ao mesmo tempo... é uma loucura tal que me deixa zonza!
Isto é como estar apaixonada por alguém que não se pode ter... A diferença é que eu sei que posso ir! No entanto lembro-me do dinheiro que se gasta e o tempo que vamos demorar.... E tudo (?) o que vou cá deixar... E esquecer o arranjar emprego, esquecer o ter uma vida normal...  E merda é isto que quero fazer!! Foi isto que eu sempre quis fazer! 

Mas...e as responsabilidades? E o querer ter dinheiro para alugar uma casa? E o querer poupar para alguma coisa que aconteça?

Tu és doida sabes? Mas quem começou esta loucura fui eu e agora não sei voltar atrás, aliás, nem sei se quero...

sábado, 30 de novembro de 2013

When'

It´s stupid you know.
You see your own smile and on that exact moment you feel good, you really love yourself. 

The worst part is that you know that you only smiled like that because someone from the other side of the world, that is totally different from everyone that you ever knew, made you smile. 
He is so funny, so simple and so himself. You see in him all the natural world, you see what you would like that everyone was. He just feels, he really don´t think much, he just do.

 And I know that your smile, your expressions and your way of being is what is missing me. Not because I am not like you but because I miss someone that is a bit like me.
 You are. And for once in my life I wanted to have someone like me close to me, just to feel that is ok to be this way, just to feel a little happier. 

In the end I know that you are not so happy as you pretend, just like me. 
You don´t have nothing that holds you down, just like me.
We feel good everywhere, because our hearts are still in our chests.

Just a little bit of me wished to enter in a life movie where you will come to England to live, I will visit you there and in a country that I totally hate where nothing tells me anything I fall in love with you and that makes me think that I can survive everywhere if you are there with me.
Just like the movies.
Just like the stories that I never believed.
Just like a dream that somehow never catches me.
Just like that... romantically ridiculous but true.

True.

domingo, 3 de novembro de 2013

Olhar para trás

É estúpido como, por vezes, se torna difícil chegar a uma conclusão.
Cometemos os mesmos erros várias vezes até que se faz uma luz. De repente tudo fica claro, concluindo o quão burro somos por ter batido tantas vezes com a cabeça na parede e não ter percebido à primeira o que nos fez ser assim ou assado ou sentir isto ou aquilo, o que nos fez reagir de determinada maneira ou o que nos chamou a atenção em determinada pessoa.... De repente olhas para trás e faz tudo sentido, tudo se interliga, tudo tem um fio condutor.

Os sonhos avisaram-te do futuro, apareceram-te sinais a indicar-te o que devias ter feito, as pessoas certas fugiram-te por entre os dedos, as pessoas erradas apareceram a gritar à tua frente, o sol parou de brilhar quando pisaste o caminho errado, a tua mãe tentou dar-te conselhos, o teu melhor amigo tentou abrir-te os olhos, a vida deu-te uma estalada e tu não sentiste... tu não sentiste...

E agora que tenho tempo para olhar para trás, sinto tudo e vejo tudo. Lembro-me dos sonhos, dos sinais, das pessoas, do caminho... lembro-me disso tudo. E sinto. Sinto a estalada da vida que me diz que devia ter estado mais atenta.
Fugiu-me tudo e, agora, olho para o presente e não vejo nem sinto nada.
Porém, estou, ainda, viva e amanhã é outro dia.

Amanhã é outro dia. 







sábado, 2 de novembro de 2013

Tantos outros.


  O teu desaparecimento sem sequer teres dito Adeus, as vozes deles ignorantes e com uma tal falta de conhecimento pela vida, ela a finalmente ter sorte e a ver uma vida verdadeira à sua frente, ela a juntar-se a nós num patamar da vida chamado: trabalho.

Gosto de escrever sobre os outros, os pormenores das suas vidas, o porquê de existirem, com quem se dão, se são felizes, o que os faz felizes... Os outros... Entrar na sua mente, na sua pele, fingir que sou o que eles são, o processo de ser outro alguém, o quê pensar, o quê fazer... É sempre diferente. Somos todos diferentes. É fascinante ser sempre diferente. 
Portanto os outros. Tentar outra vez entrar nesse mundo que não é meu, é de alguém que não eu, existe fora de mim. 
O que faço é torná-lo meu, é ser eu, é existir dentro de mim também. 

No entanto... O eu...
O teu desaparecimento devia ser algo sem importância, tu és algo sem importância, mais um como tantos outros e no entanto... És o que mais entra, o que mais interessa, o que mais me faz sentir. E o que é que sinto? O mesmo do outro dia. O mesmo de sempre.
Entendo uma parte de ser-se mulher com isto. Não dá para ser passageiro por mais que queiramos, tudo fica, tudo se guarda, tudo tem importância.

Odeio ser mulher.

Ser outro, ser outra.
O fugir e cortarem-te as pernas.
O querer e ser difícil.
O toque que é sempre inesquecível.
O viver, o estar-se vivo, o movimento, a sensação.

Adeus...(e um sorriso)
E um sorriso...

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Seguir em frente?



A verdade, que já todos sabemos, é que nada é perfeito. 
Tropeçamos nessa verdade constantemente, como uma pedra que já não devia lá estar.
Olhamos para ela e não sabemos o que fazer com a dita cuja. 
Deviamos aceitá-la, aceitar o seu lugar e seguir em frente. Porém, não conseguimos seguir em frente, porque o caminho não está perfeito, porque faltam flores, faltam tijolos, faltam pessoas, falta...

Nada é perfeito. 
Porque é que será isso uma realidade tão difícil de aceitar?