quinta-feira, 27 de junho de 2013

Buddha about God



Once it happened: Buddha entered a village. A man asked him as he was entering the village, "Does God exist?" He said, "No, absolutely no."
 
In the afternoon another man came and he asked, "Does God exist?" And he said, "Yes, absolutely yes."
 
In the evening a third man came and he asked, "Does God exist?" Buddha closed his eyes and remained utterly silent. The man also closed his eyes. Something transpired in that silence. After a few minutes the man touched Buddha's feet, bowed down, paid his respects and said, "You are the first man who has answered my question."
 
Now, Buddha's attendant, Ananda, was very much puzzled: "In the morning he said no, in the afternoon he said yes, in the evening he did not answer at all. What is the matter? What is really the truth?"
 
So when Buddha was going to sleep, Ananda said, "First you answer me; otherwise I will not be able to sleep. You have to be a little more compassionate towards me too. I have been with you the whole day. Those three people don't know about the other answers, but I have heard all the three answers. What about me? I am troubled."
 
Buddha said, "I was not talking to you at all! You had not asked, I had not answered YOU. The first man who came was a theist, the second man who came was an atheist, the third man who came was an agnostic. My answer had nothing to do with God, my answer had something to do with the questioner. I was answering the questioner; it was absolutely unconcerned with God.
 
"The person who believes in God, I will say no to him because I want him to drop his idea of God, I want him to be free of his idea of God -- which is borrowed. He has not experienced. If he had experienced he would not have asked me; there would have been no need.
 
"The person who believed in God, he was trying to find confirmation for his belief from me. I was not going to say yes to him -- I am not going to confirm anybody's belief. I had to say no, I had to deny, just to destroy his belief, because all beliefs are barriers to knowing the truth. Theist or atheist, all beliefs, Hindu or Christian or Mohammedan, all beliefs are barriers.
 
"And the person with whom I remained silent was the right inquirer. He had no belief, hence there was no question of destroying anything. I kept silent. That was my message to him: Be silent and know. Don't ask, there is no need to ask. It is not a question which can be answered. It is not an inquiry but a quest, a thirst. Be silent and know.
 
I had answered him also; through my silence I gave him the message and he immediately followed it -- he also became silent. I closed my eyes, he closed his eyes; I looked in, he looked in, and then something transpired. That's why he was so much overwhelmed, he felt so much gratitude, for the simple reason that I did not give him any intellectual answer. He had not come for any intellectual answer; intellectual answers are available very cheap. He needed something existential -- he needed a taste. I gave him a taste."

Thank you Anudath, what you share with us was priceless.

quinta-feira, 4 de abril de 2013

*.*


Estou cansado. Creio já ter escrito isto. Estou esgotado de estar sempre a dizer que estou cansado, do medo da lucidez com que encaro este facto. Um cansaço para o qual nem diviso razões aparentes, que me agasta, me adoece e me reduz a um estado de desordem permanente. Dentro sou todo fragmentos, pedaços cortantes de algum concreto que julgo terei já sido. Estou cansado desta forma imutável com que a vida me respira e celebra sem ordem possível. Não consigo sentir-me de outra maneira. De qualquer forma queria não estar assim. Magoado. Queria poder encontrar um meio de mudar este cinzento, esta imobilidade fatal, este afogado pétrido que me pesa, que me fustiga e que por isso não me deixa ser feliz.

Ó meu Deus para onde caminho eu com estes tumultos, com estas sombras? Eu que pretendo apenas e só apenas não me sentir confrangido, nem estranho, nem tão-pouco só e demente. Mas sou tudo isto, esvaído numa confusão indefinida, perdido numa visão que se não acontece, amarga e desespera.

Eduardo White

sábado, 30 de março de 2013

O Jogo

Ciclo viciado. 
Dado marado. 
Jogo trocado. 
Mal amado, saturado. 
Cansado dos números que são sempre os mesmos.
 Repetem-se sem serem chamados. 
Danados
A matemática da vida que traz sempre tantos problemas. 
Resolve esse dilema, sê fiel, sê gentil, sê tu mesma. 
A volta que tudo dá. 
O ponto a que tudo chega. 
Parece tudo tão fácil e depois até o vento te nega.
 Dores aparecem do nada, a alucinação começa.
Sentes-te menos tu e já nada mais interessa. 
Continuas cá mas não sabes que cá estás. 
Porque a vida não te chama e tu adormeces no sofá. 
Acordas com as costas doridas, querias tomar banho num spa. 
    Acordas mas é para a vida que assim não chegas lá.
 Lá onde?
 Perguntas tu. 
E eu sei lá. 
É um onde que te leva a sair do sofá. 
Desligas a tv e silêncio se faz.
 Precisas de barulho para sentires que não estás a ficar para trás. 
O vento faz-te esse favor, dando um ar de sua graça.
 Agradeces-lhe com o pensamento mas o som dele não basta.
Voltamos sempre ao mesmo, a esta vida viciada. 
Parece que estou em Las Vegas e a roleta não pára.
 Resignada já estou, falta-me só aguentar.
 No fim ganho o jackpot e se não ganhar... dou um pontapé na máquina e fujo para fora daqui. 
Que já estou farta de apostar em mim.

domingo, 17 de fevereiro de 2013

História surreal

Tu pensas que já tinha acabado.
Pensas que o ponto final está dado.
Depois vem a nuvem negra,
E tu suspiras...
 Tentas pôr ao menos uma vírgula,
 Continuando a escrever a tua história.
Apercebeste que já nada escreves,
Que as palavras são fúteis e sem significado,
No entanto continuas a tentar.
E lá colocas o que pensas ser o ponto final definitivo.
E é o,
durante dias, semanas, meses, anos...

Até um dia em que volta tudo outra vez

Tu entendes, nesse momento, 
que não existem pontos finais
existem apenas vírgulas e reticências...
E que o fim,
 esse,
 não existe
Existe apenas o começo,
todos os dias,
a todo o momento,
até te cansares de escrever
e morreres de tédio desta história surreal 
a que chamamos vida
 

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Aqui e agora



Os desejos de uma vida,
Não são estáticos,
As nossas crenças,
Não são certezas.
As amizades e as pessoas,
 não são dados adquiridos.

O sol não brilha,
Sempre para o mesmo lado.
o vento não sopra,
sempre na mesma direcção.

O que somos,
Não é certo.
E o certo nem sempre,
é o oposto do errado.

O que tu queres agora,
Não vais querer amanhã.
O que tu gostas hoje,
Vais, um dia, deixar de gostar.

O importante,
Vai deixar de ser essencial.
E vais perceber, no fim,
Que afinal nada percebes.

Que as certezas não existem,
Que o mundo não é só novelas,
Que as pessoas te vão enganar,
Que os melhores e mais importantes te vão decepcionar,
Que os vais desculpar,
E vão-te voltar a enganar.
E claro, vai-te custar,
Mas vais acordar,
 e vais melhorar.

E é assim.

Tudo o que existe,
É este momento:
Aqui e agora.
Se deres valor a isso,
Entendes tudo,
Ou melhor,
Entendes que não precisas de entender.

Passarás a viver,
A sorrir,
A gargalhar,
A sentir,
A amar…
E a saber te levantar,
Após cada queda.            AR

Sem mim



Perco o teu rasto,
Deixo de te ver,
És um mundo tão diferente,
Que anseio em te conhecer.

Sinto o teu respirar,
É diferente do meu,
Apaixonaste-te pela vida,
E a razão não sou eu.

Triste podia ficar,
Mas limito-me a sonhar,
Que um dia faça sentido,
o acto de respirar.

Deixei de me interessar,
Quando o sol se pôs.
Sem luz,
sem calor,
Não sinto.
É igual,
 sem o teu amor.

A esperança existe,
O sol nasce amanhã,
A necessidade do teu toque,
É efémera, meu amor,
porque tudo passa.
Amassa mas passa.


Segue o teu rumo,
Luta pelo teu mundo,
Respira sempre assim.
Eu fico com a memória,
E essa é só para mim.

Adeus meu amor,
 Fica com uma parte de mim em ti.
E sê, mesmo assim,
feliz,
Sem mim.

Sim?

AR

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

O difícil é tomar consciência

Antes era tudo mais fácil.
Existia uma certa liberdade... aquela que nasce connosco.
Depois vamos sendo presos ao longo do tempo e é uma merda.
Não são só as pessoas, as situações e os medos que nos prendem. Não.
É mais do que isso. 
É uma pré-disposição analítica que cresce dentro de nós enquanto vamos ficando mais velhos.
O problema é que o tudo que passamos a vida a analisar não interessa para nada.Há sempre uma pequena parte que brilha na vida, mas chegar até ela parece ser sempre tão complicado...

Há algo que me diz que as prioridades deviam ser outras, que a vida certa não é esta, que não nascemos para fazer o que fazemos e para ser o que somos. 
Não nascemos para isto.
No entanto, cá estamos: A dizer que sim a tudo, a fechar portas e a encostar janelas, a desviar a cara do sol, a fugir da chuva, a matar árvores e a pisar flores.

O que se passa? O que te impede de dizer que não? O que te impede de ires mais longe, de veres mais longe? De ultrapassares a barreira? De "cortares as amarras"? 
O que te impede? O que te impede de fazeres a diferença? O que te impede de salvares o mundo? 
O quê? Diz-me!
O que raio te impede de tomares uma atitude?!